Quinta-feira, Janeiro 03, 2008
À ERMO

À ermo!
Junto às folhas caídas em meu quarto
Vejo o vento rodopia-las em solidão
Como a mim no abandono dos pensamentos
Seca e úmida como elas a adubar
Junto às penas leves trazidas pelo assassínio
Tênues a movimentar ligeiro
Como a mim na entrega do som
Agrupando os sentidos em meu interior
Entre a poeira de vários dias
Assentadas onde podem pousar
Igual a mim em busca de um lugar
Ao cheiro do ar que me traz sono
Entre os ácaros misturados ao pó de mim
Comendo matéria morta e viva
Igual a mim, alimentando de história
As dobras concretas de minha origem
Situada em lugar ermo
Rogando com instância, licenciosa
Que não é vazio ou oco...
Nem fluido ou líquido... sim espesso... no isentar!!!
Luciana Maria Borges
AGORA SOU
Agora sou
Espectador e ouvinte
Neste instante
A poucos passos de mim
Descendo em convergência
De entrega e solidão
Um minuto de som em proza
De viola e convicção vaga!!!
Luciana Maria Borges
ESPECTADOR E OUVINTE

Espectador e ouvinte
Você está longe de mim
Mas te vejo agora nos meus mais profundos pensamentos
Você está indo embora
Te chamo e você voa
As vezes lhe vejo imaginando sua volta
Sobrevivência e sonho...
O contínuo não mostra magia
Apenas sua retidão
Sóbrio a vagar vendo suas perdas
Seus toques que desejara outrora
Os nota nas calçadas e entrelinhas
Por que não sou simples
E escrevo minha dor
De que ... não sei... mas sinto insatisfação
No desejo de buscar-te do meu lado
Você que não conheci
Exigindo uma luta... como se eu fosse um grande valor
Onde nas mãos a sentir-se seguro
É mais concreto que o medo de tê-lo a flautear comigo!!!
Luciana Maria Borges
ESGOTADO

Esgotado
Incondicional na escuta
Suscitando a imaginação
Quero sua voz mais firme
Cante para mim
Em meio a detalhes que diferem
Um todo constante
Que penetra esta alma infortuna
Porque assim o fez
Suas sementes vingadas
Incredulice nas estações do ser
Suas rugas... inéditas... de tempo
límpido, depois se vê...
Na correnteza vendo vendo o fim
Essas águas de encontro fúnebre
Por que assim escolheu
Tuas mãos sob a superfície
Agarrando sua alma
Inserindo a vontade de tocar o mundo
A vontade de não sentir
Tão o mesmo... tão o mesmo
Que lhe faz mal!!!
Luciana Maria Borges
DUPLA IDÉIA
Dupla idéia
No abrigo das folhas escuras
Compartilho vórtices de nostalgia
Engendrando a morte no limiar simples
No consciente e inabalado estágio
Este risco que mostra traços teus
Talhado, sulfuroso, encantado...
Porque simplesmente... você
Vértice púrpura que jorra vida
Com o mais nascente sol
Inconsciente em cada um!!!
Luciana Maria Borges
Victor Abrahão Dias dos Reis
Quarta-feira, Outubro 31, 2007
FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DELE

Faço minhas as palavras dele
“...O essencial é saber ver
Saber ver sem estar a pensar
Saber ver quando se vê
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa...”
“...Não quero nada
Já disse que não quero nada
Não me venham com conclusões
A única conclusão é morrer...”
“... Vou escrevendo meus versos sem querer
Como se escrever não fosse uma coisa feita de gestos
Como se escrever fosse uma coisa que me acontece
Como dar-me o sol de fora
Procuro dizer o que sinto
Sem pensar em que o sinto...”
“...Não quero nada
Já disse que não quero nada
Não me venham com conclusões
A única conclusão é morrer...”
Fernando Pessoa/Roberto Caiero
Composição musical: Luciana Maria Borges
Quinta-feira, Outubro 25, 2007
UM MUTANTE

Um mutante
Por tudo
É melhor que tenhas medo de mim
Hoje sou sempre a mesma
Ao mesmo tempo sou outra coisa
Irreconhecível
Um mutante
Mas sou assim
São apenas minhas personalidades
Movidas a sentimento
A concentração do momento!
Uma aprendiza de longa data
Receio em tudo
Aberta a tudo com restrições
Inocência sabia!
Luciana Maria Borges
UM MAR

Um mar
Vejo-me diante da profundidade
Meus pés não podem perceber o chão
Os desafios dedem prudência
Não se brinca com o desconhecido
Suas ondas podem levar em correntezas
Aonde elas vão
E o que nelas têm?
Um lobo
Não sou ovelha nem lobo
Sou meio termo
... sempre um meio termo a ver tudo
Quem se engana comigo?!
Em mim vejo-te
No desafio ignoto
A incógnita do ser... quem tu és
Eu sei letras... elas dizem
Diz quem é o tempo inteiro
Nos pormenores
Em todas as faces que tens
Que monstros traz ai dentro de ti
Que fantasmas vai me mostrar depois e agora?!
Precisa-se apenas ver nas entrelinhas...
O que somente os anos revelam!!!
Luciana Maria Borges
NAS COISAS MAIS SIMPLES

Nas coisas mais simples
Nada é constante
Nem os sentimentos
E você sempre estará triste
Sempre se deparará com o vazio
A felicidade lhe passará todos os dias
Como as tristezas também por ventura andem contigo
Uma escada longa e cheia de curvas
Olha pra todos os lados
Apenas veja
Apenas viva
Ao se preocupar com tudo não terá nada
Ao se deixar... conhecerá o máximo que puder
Nas coisas mais simples
Nas coisas mais simples...
Uma completude que substitui seu peito vago!!!
Luciana Maria Borges
Quinta-feira, Outubro 18, 2007
VIAS ABERTAS

Vias abertas
Sou aquela que ama
Vivendo intensamente a cada instante
Passando através do medo
Nas vias abertas de cada um
Sempre um novo
Que se torna linha, nota ou tinta
Te guardarei
Te esperarei
Por um instante... te lembrei
Te fiz a minha história
A que não vivi
Porque te deixei partir
Vi você num horizonte lindo
Sua história junto à minha
Mas lhe deixei
E por um instante... te amei
Eu lhe farei
Eu lhe pintarei mais uma vez
Lhe cantarei
Uma poesia em notas musicais
Hoje eu estive só... olhando
Você desenhado em um horizonte lindo
Sua história junto à minha
Mesmo só...
Porque longe está...
Minha bela fase em notas musicais
Eu lhe farei
Eu lhe pintarei mais uma vez
Lhe cantarei
Uma poesia em notas musicais
Luciana Maria Borges
AO ENCONTRO DE SI

Ao encontro de si
Quem sabe um dia
Eu vou pra longe daqui
Longe de casa
Longe de mim
Pra não mais me arrepender... uma fase
Infância, adolescência e juventude
Eu em mim
Riscando o contexto de um passado do avesso
Quem sabe um dia
Eu vou pra longe daqui
Longe de casa
Longe de mim
Uma busca, um começo
Se fazendo igual em luta
Um nobre, compondo em desabafo uma chance de viver
Um novo traço em outro lugar!
Luciana Maria Borges
Quinta-feira, Outubro 11, 2007
FRASE 1

Na medida que as coisas mudam
O passado se apaga
Entre as recordações de um desejo!
Luciana Maria Borges
DEPOIS

Depois
É sim...
Eu aproveito o meu momento
Gostaria que pudesse existir
Uma mudança
Uma nova fase
Vou embora
Vou renascer
Um peito aberto
Uma expectativa ... apenas mais uma
Haverão outras... e outras
E outros mundos
Em outras imagens
Um gosto....
Permanecendo entregue sempre
À poesia de mim!!!
Luciana Maria Borges
Terça-feira, Outubro 09, 2007
LINHA EM PONTOS

Linha em pontos
O que foi pra mim?
Uma experiência
Costura de impressões
Aspereza por defesa
Afirmar-se para amar-se
Só tua voz não basta
Seu desejo
Sua crença
Nada...
Caso não haja sentença
Mas só uma é pouco
Pois várias formam concretismo
Em cada parte um alívio
Absolvido pela massa
Que pratica o que mais critica
De forma tão banal
Por ser detalhe
Mas qual detalhe pode ser banal?
Vejo as coisas se repetirem
Em condenação, depois em ação
E sua defesa, ou justificação
Rebaixar pra se exaltar
Purificar-se ao firmar sua conduta
Nas atitudes alheias
Em cada ponto desta linha contínua
Um personagem mutante!!!
Luciana Maria Borges
TO BE CONTINUE

To be continue
Meu bem
Ao caçar de olhos vermelhos
Ao pôr do sol deixo
A ti uma lágrima
A ti um adeus
Nos calos destes dedos
Dedilhando meu amor por ti
Surreal
Um pensamento... tão rápido
Ao som do clássico me estilhaço
Minhas partes
A se transformar
Em concentração durada além
Erupido das mãos e dos lábios
Quantas vezes assim foi igual!
O que ser perdeu
Entre todos um museu... do mais banal
My darling
Esqueci de avisar meu pulso
Sobre ti... ele sabe mais que eu
O agito que toma ao brilho vermelho
Deste pôr... uma deixa
Memórias
I’m go home! To be continue… But my loved you
As migalhas de mim
Retornando!
Agora é hora de se acostumar denovo!!!
Luciana Maria Borges
RUAS NUAS

Ruas nuas
Na relatividade instantânea das coisas
Observando e lembrando
Conceitos
Necessidade de momento
Uma profundidade comum
Um encontrar-se individual
Na medida das reflexões
Na prática das conclusões
Ver sua pequeneza... igual a todos
A vida em um sentido
Tempo construído
Quanto de ti faz parte deste molde!
Barreiras e limites...
Quantos deles só uma meta...
Em busca de rupturas
Personalidades sua!
Quanto de ti foge
É porque são meus
Para uma explicação
Olhando do alto
As ruas... nuas...
Com toda sua história
Na descoberta ou esconder de si constante
Um sentimento de momento
Desigual... ou igual demais em solidão!!!
Luciana Maria Borges
VILADOS

Vilados
Como pode alguém assim!
Em sua beleza louca
Um intelectual
Vivendo os limites
Achando um fim
Depois de tudo... a quase morte
A física... estrutural
Seus conceitos... quem formou?!
Uma posição
Não se tem
Há algo que não se paga
Mas ainda tem...
Por mais “defeitos”... quais são?!
Quem são estes “erros”
“Os poetas não são escolhidos”
Lembrarei o começo... e as impressões
Comportamento... como pode?
Um choque que surpreende
Coragem... loucura plena
Um explodir pra se ouvir
O que precisa... não se compra...
A moeda se extinguiu na infância!
Uns trechos sei...
Teve sorte ou azar?!
Diante de todos... quais são?
Quem são... suas contradições
Seu complexo... único...
E tão igual!!!
Luciana Maria Borges
GUARDADO

Guardado
Ainda bem que tenho sua imagem
Guardando-o em sua juventude
Pois meus olhos "não envelhecem"
E quando vê-lhe em deforma...
Devido ao tempo que à ferro e fogo lhe tolhe...
Ainda bem que lhe guardo
Uma imagem que pude tocar
No agora mutado em todo
Nem história faz
O tempo dobrado não lhe mostrará...
A não ser nesta linha!!!
Luciana Maria Borges
SUA ALMA ARTE

Sua alma arte
A primeira vista... e agora ou muitos anos atrás
Sempre um homem de encantos jovem
Determinação em melodia
Que mesmo dormida... expressa
Agora ... o mesmo!
Lapidado em suas conquistas
Soube morrer na hora certa
Na vida que não desejava
Nascendo das cinzas... o que era
Subconscientemente o era!
Mas devia e faltava desejar... sempre!
Um ouvir no topo da montanha
Onde se sente a brisa
A liberdade de ser
Num frio olhando ao longe
Podendo assim, enxergar melhor a si e ao todo!
Através do cristalino...
Sua essência!!!
Luciana Maria Borges
Sexta-feira, Outubro 05, 2007
QUESTÕES

Seus olhos refletem além do que sentes o que quem os vê deseja!
A beleza que lhe absolve dos males
Que lhe faz desejável
Podes aventurar-se de diversas maneiras
Ò verão como liberdade
O quanto esta pode afetar quem se afoga neste seu impetuoso envolver
À mercê das brevitudes de momentos
As palavras revelam sua liberdade?
Ou faz parte... a entrega inteira, com todas suas promessas
Por que assim se torna mais intenso o momento?!
Antes de se conhecer ou viver mais coisas, já se tem uma imensidão de idéias...
Sendo assim, é melhor viver com a ilusão do inabalável, ou se arriscar às decepções?!
Luciana Maria Borges
VOCÊ

Você
Vem a mim
Como um cheiro inesquecível
Poder de tua existência
Teu sorriso eu gostaria de imortalizar
Gostaria de dar conta
Com a tinta e o pincel
Óleo sobre tela ... pintar
Em conjunto teu olhar profundo
Entorpecente e envolvente
Despertando um desejo que morde os lábios
Como um imã ...
Que leva meus dedos à sua pele
Sem poder dizer não!
Quase irresistível
Tua maciez inteira
Fazendo-me pensar em ti todo
Em cada detalhe
Teu corpo de ponta a ponta
Com toda sua textura
Com toda sua fragrância
Sentidos... sentidos!!!
Luciana Maria Borges
REFLEXO DE EU EM TI

Reflexo de eu em ti
No desafio da distância
Na corda bamba de um tudo concreto
Com a única fúria do eu abstrato
Sentir..., gosto disso
Saudade sua
Que quanto mais dói
Quanto mais forte...
Mais posso criar
O reflexo de eu em ti
Meus inconscientes despertares
Minhas latentes artes!!!
Luciana Maria Borges
Terça-feira, Junho 12, 2007
AI, PORQUE É RUIM

Ai, porque é ruim
Acordei no meio da noite
Meu estômago doía corroído
Sonhei com você, mais de um dia
Em dois, bastante angustia
Temores...
Ao vê-lo completamente distante
Ao vê-lo completamente impossível
Mas onde está a linha do desistir?
Até onde se é covarde?
Até onde se molda a própria personalidade
Para se ter o que quer?
Aquele que gosta de estar só... duvido!
Aquela que não se pode querer ... não aceito!
Dentro de tudo... fatos e contradições
A descrença é tão verdade quanto a minha teimosia
Eis meu mal
Minha cova
Minha aflição
Tão misantropo quanto eu
Não consigo deixa-lo
Está em minha mente corroendo as horas
Desvirtuando a concentração
Te imagino
Desenho em cada linha
Amo em cada segundo
Sinto ciúmes...
Infelizmente!!!
Luciana Maria Borges
MEU MISANTROPO MAÇANTE

Meu misantropo maçante
Maciço opaco
Sou maço macerado
Nesta macega de querer-lhe
um macaréu em tuas margens
Tu macérrimo com refluxo
Fragilidade não macilenta
Brando dos lábios avermelhados
Esta macromania misantrópica...
è que lhe faz regurgitar...
Madrugo ao acordar em ti
Um espelho em mim de ansiedade
Madurando meu caldo nesta dor
Nesta madrigal atraente
Em que és a madeira... que queima
Tanto quanto eu ainda magano
Mesmo que triste e amargurado
Fico no meio desse magnetismo inconsciente
Querendo-lhe ... magnificando-lhe
Em tudo... quanto posso ver... sentir
A contusão vem em brasa, magote vasta
Aplico-me a maiêutica para piorar
Mais ... e mais
Como quem não se cansa nunca
Ao malograr... insisto
Em vão ... insisto
Olhando através da malha com um malote
de pequenas táticas... buscando...
A brecha de sua misantropia!!!
Luciana Maria Borges
VOCÊ ME INSPIRA

Você me inspira
Alguém inútil
Com quem somente se monóloga!
No entanto, é difícil de desistir de alcançar suas letras!
Você é o personagem ideal para um poeta
Uma cocaína
Que inspira... que embriaga
Um fardo que dilacera as vísceras
Fazendo dali, nascer maestria madrigal
Ilusões... versos!!!
Luciana Maria Borges
Quinta-feira, Maio 24, 2007
A POLÍTICA NO PLANO REAL COM TODA SUA FALTA DE ÉTICA E RESPEITO À CULTURA SOCIAL.

A Política no plano real com toda sua falta de ética e respeito à cultura social.
Na verdade, dentro da política, há um discurso semiculto do convencimento, uma vez que usa-se frases, provérbios, trechos de obras, representações do concreto (habitação, segurança, saúde etc.) para ganhar votos, levando a população a acreditar em proposta que quase nunca são realizadas depois das eleições. Entre as divergências de esquerda e de direita, ideologias são criadas, copiadas e/ou transformadas para a aquisição de votos.
Mas, no entanto, o político deveria representar o povo, o que na realidade não ocorre, uma vez que o parlamento acaba sendo uma célula distinta da população, na medida em que, a mesma, intervém no parlamento somente através de greves e/ou movimentos sociais organizados.
Por esse motivo a política e a população são tão distintas, e na correlação de forças é a política que define as leis, enquanto a população não promove transformações dentro do núcleo político, a não ser através de protestos e organizações sociais.
Sendo assim, o modelo político só tem unicidade em épocas eleitorais, momento em que os políticos fazem promessas descabidas, utilizando ideologias alheias de forma hipócrita, sendo que, talvez nunca tenham lido sequer uma obra filosófica ou científica de autores como Sartre, Marx, Aristóteles, Maquiavél, entre outros.
Dessa forma, a política acaba sendo um palco de espetáculo onde se propõe muito e pouco se faz, criando-se ídolos e mártires que possam representar o povo, o que de fato não ocorre, sendo que a maioria dos políticos não representa a sociedade (de forma satisfatória), fazendo com que a ética e o respeito cultural acabem sendo deixados de lado, ou simplesmente esquecidos, na medida das conveniências.
Luciana Maria Borges
Segunda-feira, Maio 21, 2007
FAR-LHE-EI

Far-lhe-ei
O tirarei desta realidade fluxa
Torna-lo-ei uma arte
Interpretando humanamente sua dor
Como um símbolo... um eu
Um valor agregado
Como se fa(e)z sempre
Não precisando de um mundo externo
Em fundamental ação
O tirarei desta realidade escrava
Mesclada de valores
Elevando-lhe à arte
Que é de todo... mais sublime
Um a fuga
Um eu refletido em ti
Inerência moral de mestre
Quem pode mais... se projetar
Sem razão... será...
Apenas sentimento
Na lágrima rasa dos olhos
No turvar de face
Comportamento e imagem
Imortalizando-lhe
Para os que nascem sempre
Buscando uma insujeição criativa
Um dizer não... um dizer sim
Uma indesvendável existência
Que se quer sempre herdar!!!
Luciana Maria Borges
Sexta-feira, Maio 11, 2007
RUMORES

Rumores
Rumores
Eu ouvi rumores...
Mas eram de porta... de calçada!
Daqueles blefes
Daquelas falácias
É como dizer... ouça-me
É como dizer... olhe-me
Eu ouvi... mais uma história
Das minhas... das suas
Ouvi sem querer... mas ouvi sem querer
Dizendo mil vezes.. vida
De cabo a rabo, de cima em baixo
Mas uma....
Que quer um toque
Que quer... que quer...
Infelicidade de não suportar a si mesmo
Ou infelicidade de não poder compartilhar a si mesmo
Quão bom
Quão bem
Se cresceu aprendendo
E depois sabendo... quer dividir
Se não os tem
Em letras deixa...
Para mofar... para mofar
Dilaceradas e decompostas
Minhas letras... suas letras...
Nossas vidas!!!
Luciana Maria Borges
TÓC CORESS

Tóc cores
Um cor viva
Uma cor tênue
A que fica
A que vai
Escolhe uma na medida do estado
Testando suas fissuras
Rocheando tuas sentinelas
Fez certo
Uma escolha sapiente
Sã e altiva
Fazendo-me bem em descobertas
Só depois percebe-se
Que os rumos são melhores
De janelas mais amplas
Sutilezas embebidas de vaguear
Tóc tóc...
Seus passos...
Insistência e reconhecer
Quando se deve
Quando se faz melhor
Em formosura do não deixar rastros em si
Na medida que fora até o fim
Aquiescências de tua fala muda
Os interpretares...
O salão de dança
Até que se baile a última
No fim da noite durma
Para que se desperte ao clarear do dia!!!!
Luciana Maria Borges
BRANCA COR

Branca cor
Rosna Branca
Vem cheirar meu focinho
E beber minha saliva
Lambendo meus lábios
Sinta o gosto da cumplicidade
Em se deixar cair nos braços
Em se deixar ir pelas mãos
Brinque todas as manhãs
Assim permanecerá...
De modo que meu coração roube
Dormindo em meu colo
Dormindo à meu lado
Seu charme inocente!!!
Luciana Maria Borges
SEMENTE

Semente
Um gostinho de fruta verde
Ei-las... para suco
Adocicado com mel
Púrpuros vidros
Transparência de seu reflexo
Não precisa mais...
Que uma hora de sono ao dia
Doze horas de sono à noite
Acidez de um suco
Amargura que só se tem
Ao deixar passar da hora...
As sementes também são açucaradas
Saborosas...
Suculentas!!!
Luciana Maria Borges
FRASE

Que a felicidade esteja na brandura de suportar a si mesmo nos momentos de solidão, tendo a certeza de que o compartilhar-se é extremamente gratificante a outros!!!!
Luciana Maria Borges
DEIXE-ME SER

Deixe-me ser
Em meu silêncio
Direi
Eu recordei... razões de cada um
Ilusões
Se queres me conquistar
Deixe-me livre
Se tens amor pra dar
Receberei... ou não
Se queres reciprocidade
Deixe que apenas seja
Não me pergunte nada
Deixe-me espontaneamente falar
Somente receba... se quiser
Eu odeio a certeza e também a dúvida
Porém... amo a vida
Não me imponha
Não me pergunte
Não me cobre
Somente me deixe ser... o que sou
... o que posso oferecer
Meus sentimentos são desprovidos de grades
Não lhes coloque uma sequer
Se caso deseja lhes tocar
Pois não é possível precisar a todo instante!!!
Luciana Maria Borges
POR QUE VOLTOU?

Por que voltou?
Na mesma vida
Os moldes maduros
Roídos e intemperizados
Uma peça que se torna...
Trás novidades e às leva
Maldade e inconseqüência...
Um brinquedo inteiro
Despedaçado humano
Como prova de resistência...
Quem dá mais?
Quantos riram de meu entristecer?
Um refúgio é enganar-se
Por um tempo, nada mais
Porém necessário
Para o enfraquecer da derrota
Ausente em mim
Sentimentos... nunca?
Sinto falta de compartilhar
Carinho, cumplicidade, amor enfim
Um dado de seis
Um coringa...
O final
Havia me acostumado!
Porque voltou?
Trazendo nas mãos palavras e crenças
O que são palavras sem contexto?
O que é um vínculo sem convívio?
O que é a presença na ausência?
Apenas vazio
Apenas dúvida!!!
Luciana Maria Borges
RETÓRICA
Retórica
Por observar, posso fazer o mesmo
De melhor forma
De melhor jeito
Os desencontros sentimentais
Que não cabem na imagem
Tênue
Assim a quero... toda invólucro
Será de pinceladas
A nitidez de meu esconderijo
Que não deixa de ser real
Existente em cada pulsar
Nos sofrer e os encaixes
Nos gostar e os desejos
Assim lhe monto em quebra-cabeça
Assim lhe sinto e sonho
Nas idas de um possível recomeço
Descobrir-se
Nas artes
Precisando o amadurecer
De cada instante
De cada você
Não o que foi...
Somente o que criei
E por criar... ver
Interpretar
A retórica dos atos
As mãos...
Principalmente a imagem
A idéia
O proteger-se da dor...
Amenizando-a em micro-gotas
Ingeridas ao regar paixão por ti!!!
Luciana Maria Borges
SEU QUADRO

Seu quadro
Quero pintar-lhe
Uma imagem que é meu encontrar e fugir
De sorriso largo
E olhos brilhantes
Dissipando notas sonoras das mãos
Um instrumento musical
Um ser real na mente
Um inexistir constante nos fatos
Não é a idéia da arte
Amar é insano
Na loucura irei a fundo
De que vale tudo ... sem nada
Altos e baixos, meus julgamentos
Você me inspira, mas te crio...
Eu me inspiro em você
Qual faceta pode ser real...
Quando lhe vejo e interpreto-te?
Por que não a minha?
Se talvez você precise dela?
Um tanto viscoso
Um tanto escorregadio
Suas cores... em outro ângulo concretas
Pelas mãos...
Pelo desejo...
Pela imaginação criativa
De quem quer...
Escolheu amar você!!!
Luciana Maria Borges
ESCOLHAS SÃO VALORES

Escolhas são valores
Dar murro em ponta de faca
Só dói
E apenas dói
Mentir pra si mesmo
Além de lhe fazer perder tempo
Só dói
Apenas dói
Ilusões se constroem na medida da necessidade inata
Compareça para jantar com os hipócritas
Dos quais, não se diferencia
As vezes em seu enganar-se
Lhe coloca amarras e limites fúteis
As escolhas de valores
As escolhas de dores e causas
Continuar furando as mãos porquê?
Quantas evidências mais...
Será preciso para fazer-lhe ver
O fato real?!
Mente que constrói entre pontes...
Do inexistente para o concreto
Idéias verso fatos
Quantas provas mais?
Quantos esconderijos mais?
Necessidade de quê e quem...
Apenas mais uma trincheira
Exclusivamente e unicamente
Feita por si!!!
Luciana Maria Borges
CAI NA REAL

Cai na real
O que sempre diz?
Cobra... queixa
Parece que não anda seguindo...
Seus próprios conselhos
Dialogue consigo... quem sou?
És o agora, e tudo a teu redor
Situações...
Não esperar... jamais
Pois hoje tenho raiva de mim
Pela burrice e ignorância
Teimosia sem fim
Cruel e impiedosa a mim
Porque tudo que dizes... é sábio!
Por que não cumpre?!
Por que insiste?
Por que espera?
Os meses no dissipar...
Acumulam conhecimento sabedoria
E também sua contradição física
Que também é fato
Apenas...
De uma vez por todas
Caia na real...
Ame-se
Deixe de ser inimiga de si!!!
Luciana Maria Borges
DESVENCILHAR-SE

Desvencilhar-se
A cultura da qual... foge
Imigrante
Em ti e fora de si
Podes em parte
Romper..., exige mais força migrante
Assim, então é melhor...
Quem sabe justificar
Sua espera... emigrante
Tempo que esgota ... esgota
Seria preciso um tapa na cara?
Uma surra... mas...
Tão forte é a ilusão
Que nos olhos há fumaça
Cegueira branca psicológica
Inibição de sua realeza...
És ... que transforma...
És ti... sempre... mais maduro
Desmembrando
Refazendo-se
Tecle a tecla...
Até que alguém ouça e veja
O que é mais importante?
Não viverá só, nunca
Mesmo que queira...
Mesmo que seja...
Estará sempre á sua volta tua origem
Tudo que lhe fez até agora...
Um túmulo... um valor... uma vida!!!
Luciana Maria Borges
EXIGÊNCIA

Exigência
Como não pensar somente em mim?!
Se apenas individualmente amo-me
Respeito-me
Em todos os meus estados
Sendo então a explicação do bem estar solitário
Em outras mãos ... a exigência
O descaso em atos
Tripudiando dos segundos de entrega
Alma... corpo
Em busca de quê ou de quem?
Algo interno, uma batalha
Travada consigo
Dirigida ao alheio
É como dizer não ao descobrir sem pressa
Ao criar
Ouvir que deve ser isso ou aquilo
E não o que de fato é
Em todas as velocidades
Em todos os ângulos
O corpo que deve ser querido em suas formas e disposições
Aí tenho desânimo... preguiça
Uma vez que vejo a busca pelo prazer
E não do completar-se...
Ambos
Por isso o medo e o isolar-se
Pois prazer e amor posso dar-me
Sozinha
De outro, quero sublimação...
O que posso ser recíproca sempre!!!
Luciana Maria Borges
ESTADO

Estado
Unicamente
Carregando certezas e incertezas
Medos que dissipam
A tempestade vêm até você
Lhe molhando a pele
lhe faz crer
Depois de tudo... o vazio
A distância e suas faces
Nada é certo
Sentimentos?
Quem são ao longo da vida?
Como não duvidar?
Como esperar?
Em caminhos desprovidos de luz
Mil coisas... infinitas sortes
Metas que tranqüilizam em vista grossa
De olhos fechados na claridade dos dias
Mesmo que abertos... imagens relativas
Individual... conjuntural... estrutural
Desafios de decidir
Sofrimentos... angústia
Quero paz
Apenas paz pra ser feliz!!!
Ou uma morte rápida e indolor... breve... com cianureto!!!
Luciana Maria Borges
DÊ-ME RESPOSTAS

Dê-me respostas
Eis-me
Em minha ridiculice
Na qual me encaixo muito bem
Das palavras ao silêncio
Em egoísmo ou solidariedade
Um olhar
Compenetrada em descobrir
Minha pressa instantânea
E(u)...goísmo!
Sarjeta em que me encontro...
Em muitos segundos de cada dia
Eu...
Este humano...
Que também tem defeitos
Em forma bizarra
Umbigo! Dê-me respostas...
Tira-me do vazio
Dê-me o que fazer... passando o tempo
Não sentir... não sentir
Auteridade! Dê uma luz...
Nesta imensidão de superfícies individuais
Não exigindo-lhes que me dêem o que fazer...
Para passar o tempo
Consciência! Quem és tu em mim?
Reconhecendo teus melhores amigos...
Como seus piores inimigos
... na balança....
Quem és tu em mim? Razão!
Que vê... Que não vê
Que sente... que não sente
Que conclui... que não esquece
... na balança...
Dê respostas! A mim ... eu...
Este humano que também tem defeitos!!!
Luciana Maria Borges
Quinta-feira, Dezembro 28, 2006
O QUE SE VIVE

O que se vive
Assim se encontra
Nas experiências do agora
Em cada momento um sentir
Experimentando o entorpecer
Provando as sensações
Quem dirá?
Na individualidade melhor...
Uma música se faz
Pode ser uma insígnia
Uma simples queda de pressão
Mas é, dissimuladamente, um ser humano
Querendo a sua biografia
Intensa
Contudo, esta melhor
Por momentos descompassados
E a vida?
Lembro todos os seus instantes
Todos os seus momentos
E deles gosto...
Até o fim
Por que sou eu!!!
Luciana Maria Borges
MINHA PRESA

Minha presa
Encantuo-te
Somente para ver-lhe
Contra a parede, e suas expressões
Nesta se inibe, se esquenta
Hora de olhar medroso
Hora de olhar voraz
Queres-me
Sou “tua” presa
Caçando em jogo de sedução
Em meus caninos afiados
De pontas e unhas e dedos
Dos poros o aroma
Vem, que lhe quero mais cedo
Na armadilha que planejo
Quanto mais tempo o tempero
Mais gostoso se entregará
Criativo
Hora és minha lebre
Hora sou a lebre
Porém, não gosto de jogos
Instintos, apenas deixo agir
Sendo a “alfa”
Que domina
Que se deixa dominar
Nas saborosas sensações...
Designadas pela conquista
... contra a parede
É assim que te quero hoje!!!
Luciana Maria Borges
Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
QUIERO HABLAR

Quiero hablar
Deixe-me falar das idéias
Aquele dia eu brinquei
Mais um dia assim
Em que sou mais uma tentativa
Sensibilidade na superfície
No traduzir de capacidades
Tantas mais
Aquilo que critico
O que menos quero ser
Difícil é ser as idéias
Naquela se mostra
Assim social
Complexo é ser os conceitos
Entre tantos, decidir
Logradouros que cruza
A vida é o que a gente dela faz!
Assim sendo...
Suas palavras!!!
Luciana Maria Borges
O MEDO É INDIVIDUAL

O medo é individual
Vejo seus esconderijos de guerra
Em cada olho partes...
Sou
Em cada conhecimento
Um ser
Na medida das descobertas
Só mais uma das noites
O que valem estas?
Não mais o romance
Ressarcir de necessidades
Práticas e renováveis
Pode-se contra a natureza
Extraindo dela
Esquivando
O próprio medo que o faz perguntar
Na carapaça que acena
Terminações nervosas
Em seu questionamento apenas diz
“Estou aqui”
O próprio que a pergunta faz!
Em razão da carcaça que usa
Na tentativa de enganar seus respectivos medos!
Mecanismos intrincados
Fazendo-se crer outros!
Tendo que crer no que diz
São apenas suas trincheiras...
Não mais!!!
Luciana Maria Borges
Terça-feira, Dezembro 05, 2006
COMO COPAÍBA

Como Copaíba
Externos a ti além de si
Chuva que cai
Muda as rotas
Novas opções
Relatividade intrincada
Remédio é curativo riso
Cicatrizante
Ensaio de (meia) hora além...
Quando profundo
Discando pensamentos
Envolvido em seu abismo
Ressonância de idéias
Um traço... uma lápide
Um despertar!
O ensurdecer por gosto e opção
Apenas o que quer
Escolhas e seus reflexos
Cadeias que se desdobram e multiplicam
Quebrando-se e carregando trechos
Aqui fica... daqui vai...
Dia após dia
Sua escolha!
Rir...
Compartilhar apenas prazer
Que as tristezas sejam somente minhas
Nos pedaços... degusta os ingredientes
Quais tem a oferecer?
Misturados formam o sabor e a textura
Enfim... infinitos sentidos
Reais e (ir)reais
Quero ser a copaíba
Que nos lábios trás o que cicatriza!!!
Luciana Maria Borges
ENTARDECER

Entardecer
Desfaz-se de mim
Direito tens
Iguais a tudo/todos
Exposição ... não mais
Imposição... não sou
Gotas que caem diluindo a rocha
No alto (superfície) que desce
Em uma caverna
Estalagmite... estalactite
Vês... como tudo é poesia!?
As tendências
As importâncias
Muito simples...
Ouvir
Ver
Sentir...!
Ao todo em sua volta
Divergências infinitas a cada metro
Não um obstáculo
Porém metas...
Agora... o que faz?!
Saboreando e semeando
Que o martelo bata... por suas mãos
És tu senhor de ti
Mesmo que a responsabilidade disto...
Tenha “dado” a outro
És ti...
Vendo o sol se pôr em cima do muro
A vida passando por você sem que passe por ela!!!
Luciana Maria Borges
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
HUMOR

Humor
As faces do riso
Fácil e melhor
Humor construído
Moldura da tela
Artesanalmente projetada
Cunhada em aroeira velha
Um novo dia
Novas idéias
Rir (não) é fácil
Porém gostoso
Muda-lhe
Experimentando diversidade!!!
Luciana Maria Borges
LÓGICA

Lógica
Seus atos...
Condizem com tuas palavras...
Pensamentos
Quem lhos vê todos?
Sentimentos
Mesmo posto!
Atos
Encontra-se tempo inteiro junto a ti?
Apenas fragmentos de momentos
Assim, do ser!
Então...
Não se conhece, além de frações
Apenas... frações de mim
Reais, na medida dos fatos!!!
Luciana Maria Borges
SUBJETIVO

Subjetivo
Alguém já sentiu tanta agonia...
Quanto sinto agora?
E neste momento, estar só?!
Sim
Por que nestes momentos, ninguém pode ouvir-te
Ninguém compreende
Poder-se-ia dizer que é egoísmo meu
Quem sou eu pra exigir além de mim
Outro, além de mim
Por opção... e por falta de opção!
És assim... sua real exigência
Portanto... sua situação
Sua solidão!!!
Luciana Maria Borges
Segunda-feira, Novembro 27, 2006
MEUS ENIGMAS

Meus enigmas
Um “A”, será que és tu?
Diferente
Para quebrar meus preconceitos
Em linha inconsciente se escreve
Desenha-se tu
Quando vês... um “A”
Em maiúsculo
Por ser mais fácil riscar reto?
Sim deve ser! Porém...
Uni-se a este uma ilusão
Por que é bom fantasiar
Na vida cheia de peças
Suas representações de valores
Íntimos... cantos de lendas
Masculino e feminino
Heróis que não querem ... a monotonia!
Mas, transformação, descoberta, movimento
Principalmente segurança...
Nos braços de alguém que podes dormir
O que é realidade?!
Senão a fantasia concretizada de outros!
Tijolo após tijolo
Surpreendido a cada esquina
Quem dirá a cada região!
Frieza! É o que resta
Quando de frustrações frutifica o receio
Quero não ser assim... nunca
Por que isto...
É uma forma de prisão!!!
Luciana Maria Borges
NO MEIO DO CAMINHO

No meio do caminho
Fantasmas voltam?!
Rodeiam procurando brechas
Eis aqui...
Eu neste casulo, tentando eclodir
Seus limites são meus sonhos
Reais e alcançáveis...
Quem boicota mais?
Eu ou as circunstâncias?
Pois não sei o que é pior!
Escrava destas?
Inimiga de mim?
“Carcasse, tu trembles? Tu tremblerais bien d'avantage si tu savais où je te mene. ”
Mil razões encontrarei...
E de fato... muitas são reais!
O que é a vida?!
E de que serve ela?!
Se não puder dar tudo de si?
Ser extremo em arte ou ciência
Pois basta um limite, que é a morte.
Que os outros sejam rompidos... todos
Superstições, valores, crenças...
E creia!
Um “por favor” pode ser...
Nada mais, nada menos...
Que uma chantagem emocional
Superfícies..., grades invisíveis.
Quem sou eu? Quem és tu?
Como se achar no direito de inferir...
Defeitos..., qualidades..., atos?!
Fraqueza...?! Sim a tenho!
Todos têm...
Com diferentes ângulos e/ou intensidades!!!
Luciana Maria Borges
NO MEU DIREITO

No meu direito
Ter preguiça, entre outros...
Meu estado só
Um fracasso...
Suas devidas conseqüências
Por que falar mais?!
Cada pronunciar soa tolo
Suas frases repletas de influências
Crie!?
Despido de essência
Artificial!?
Não adianta ir contra
Nem raiva ... nem nada
Então... saia daí!
Por que ainda não abriu aquela janela?
Não lhe serve este vinho
Muito menos esta casa...
Não vês?!
Suas paredes erguidas sem alicerce
O que queres?
Pule este rio e enfrente a escuridão
Leve o fogo...
E mesmo que destrua muito...
Estará ainda renovando!
Suas cinzas... teu sangue caíram
Que seja assim
“The marble index of a mind forever, voyaging though strange seas of thought, alone.”
Bravo, erga-se
Sopre as brasas que restam...
E com o carvão em óleo escreva...
Seu nome...!!!
Luciana Maria Borges
Terça-feira, Novembro 21, 2006
CHEGAR ATÉ VOCÊ

Chegar até você
Que tipo de pessoa...
Poderia quebrar a rudeza...
E com um instrumento
Chegar a teu coração?
Que tipo de pessoa seria esta?
Não com versos
Não com linhas, ou traços, ou sombras!
Quem sabe notas musicais?
Poderia eu lhe fazer uma canção!
Não é fácil se expor
Diga-me, de que serve a vida?
Tenho um conceito já formulado sobre esta
De nada adiantaria o medo
E então, não agir, pelo mesmo
Blefar?! Ou...
Apenas induzi-lo a mostrar as cartas
Porém, não se constitui jogo
Não gosto de jogos
Mas sim de profundidades equilibradas
Descoberta e entrega
Vejo-lhe em qualidades múltiplas
As mais singelas... e intocáveis
És tu... realmente o que é em gostos
Que te faz irresistivelmente atraente
Irremediavelmente desejável
Queria eu ser a pessoa...
Que sabe as manhas
Os caminhos
Que possui as ferramentas para...
Chegar até você
Pra isso, não basta apenas a arte!!!
Luciana Maria Borges
NOTA A TI QUE FÔRA!

Nota a ti que fôra!
Não perderei meu tempo
Discutindo com o passado
Que de erros gráficos... caminhos vesgos
Encontra janelas
Que meios são estes?
Sim, sei bem... sei bem
Não adianta negar
Conheço o desinteresse, disso não se trata
Conheço muito bem!
Vil, se faz notar
De uma forma ou de outras
Na visita... tecnológica
Desconhecedor das técnicas é!
Tenho em mãos muito mais apetrechos destas
Sei de cor, e saberei ainda mais
Na distância há que perfazer-se
Minhas condutas fortalecem os muros em torno de mim
Passado... é passado
Um defunto...
Meus amores presentes são outros
De infância e família
Também outro homem me apraz agora
Portanto!
Não me venha tirar a paz
Mesmo porquê, não tens acesso à esse poder
Não mais...
Apenas constitui nota em consideração
Devido ao tempo
Nada mais
O que fora perdido... não quero!
Brilha em mim um reflexo
Daquilo que realmente almejo
Não és ti, nem mesmo suas opiniões.
Muito obrigada!!!
Luciana Maria Borges
Quarta-feira, Novembro 15, 2006
FREEDON

Freedon
Liberdade não é uma questão de querer!
Apenas nasce com ela
São os pensamentos e concepções
Sua profunda natureza
Talvez sofra mais que todos
Por que tem alma de artista
Pois mesmo que não queira
Sente
Sabe
Gostaria de não saber
Gostaria de não sentir
Talvez assim tivesse paz
A intensidade se faz presente
Em um coração que lateja
O pior e mais difícil
É respeitar
E o respeito ocorre, não por que quer.
Mas por que és assim
Seu ser... seu ser
Sentimentos alheios não são seus
Não serão jamais
Correspondência e reciprocidade, talvez um dia
Mas não sempre
Tens que aceitar!
A liberdade é um conceito
Bem mais complexo do que julgava
Privar?!
É uma contradição, não só pra si.
Simplesmente poder – se - há conquistar
Dia após dia, o que quer!!!
Luciana Maria Borges
Quarta-feira, Novembro 08, 2006
APENAS UMA PALAVRA

Apenas uma palavra
Desafortunados no amor
É o que somos
Digo então que ergo a bandeira branca
Que desisto de tudo e de todos
Só não da música
E da profissão
Quando a solidão se fizer mais latente
Que entre pelos meus pulmões
O que me fará dormir
Não mais que isso
Assim sinto-me
Assim vejo-me
Talvez uma brevitude
Um deslizar pelos olhos de outro
Um querer
Nem mesmo ter o que dizer
Há que se achar novos sentidos
A generalização nada mais é do que o fruto da prepotência junto à ausência do refletir!
Mas pra quê? Por que achar outros?
Não!
Devo me culpar e perdoar-me
Amenizando a mim mesma
Pois ninguém o fará
Lixo se faz no mundo por muito pouco
Pouquíssimo se faz com muito... muito
Que se explode a qualquer hora
Como uma bolha frágil
Por que então?
Por que sofrer tanto?
Por que “maldito” lhe quero?
Por que simplesmente não me basto?
Não posso dormir assim
Que me leve com toda dor os resultados
E o tempo!!!
Luciana Maria Borges!!!
Domingo, Novembro 05, 2006
ENCANTOADA

Encantoada
Jamais e não
Negativas formas lhe rodeiam
Apenas isto pode ouvir e sentir
Por mais que imagine e saiba
Depois daquela superfície
Se esconde o agora e o sim
Fura-la com os dedos...?
Não é rompida assim
Constitui átomos de história
Condensados em teu balbuciar
Palavras de um trajeto
Sonoridade receios
Trazidos dos cortes longínquos
Que ainda gotejam
Manchando aquela que depois lhe chega
E todos os outros
Este líquido que envenena
Espanta ou mata
Ou apenas faz doer por alguns instantes
Lhe poderia chegar com ervas
Culturais e puras
Reais e práticas... somente francas
Despidas e sem grades
O mal é querer-lhe
O mal é apenas este
Imanente e sem escolha
Porém transmuta...
Como tudo se transforma!!!
Luciana Maria Borges
À ESPERA DO DIA

À espera do dia
Em seu lugar
Vestida de noite
Não fora feita sob medida
Não lhe cabe o toque ou conceitos
Vai que o dia lhe esconde o sol
Feita assim todos os dias
A plenitude da solidão
Exasperar-se é só mais um instante
Daquilo que teima em ver
Por que hoje não ouvi meu estar
Por que hoje não senti meu ser
E não ser de breves instantes
Melancolia lhe faz acordar
Do que fora conduzido
Do que lhe disseram ser
Mais uma que ouve não valer
Apenas uma imagem
Quando esta se for... irá também
Restando-lhe um banco à porta
Um refletir a longitude
No isolado lado teu
Pensamentos não lhe valeram nada...
Apenas as curvas ficam
Substituídas por novas, que sempre nascerão.
A idéia lhe influenciou
Vestida de noite por dizer não
Só... sempre, por não ser igual
A espera do dia
Em que o sol brilha
Em que o sol ... brilha!!!
Luciana Maria Borges
O QUE FICA

O que fica
Resmungar é o que me resta
Queria ficar mais tempo
Olhar e decifrar tudo
Um hunf
Um “que droga”
E também “que merda”
Jogar fora o que quer é difícil.
Expectativa de outra vez
Outra chance
Resmungos... resmungos
Há que se partir
Buscando outras fontes
Talvez também seram assim
Mas serão outros
Alternativas e cartas
Em seus naipes variados
Concepções e atos
Que similares... instintos
Serão histórias
Esquecidas... pouco intensas e importantes
Marcantes e longas...
O que quatro horas podem ser para o resto da vida
Esta até a velhice
Longos anos
E mesmo assim... lembrança será
Por que você?
O que significará no fim!?!
Luciana Maria Borges
"OU NÃO"

“Ou não”
Que vá pro inferno este “ou não”
Tudo restrito
Camuflado de nãos
Por não poder olhar e sentir felicidade
Em nada transcende
A não ser em neblinas, as quais não se pode tocar
Por que aquela frustração lhe tomou
Dá deste gole à força!
“Ou não”
Por não haver palavras o suficiente
Explicação do que gostaria de jogar fora
Por que gosto de crer que há coisas melhores
Que aquele sorriso foi real
Aquele olhar também
Por mais que vá se acabar
Por mais que vá embora
Sendo assim livre
Por mais triste
Compreendendo a liberdade daqueles que se vão
Egoísmo... puro...
E carência
Na decadência suprema do não crer
Em nada... em nada se faz solúvel
Que vá pro inferno a sua ladainha...
Você e o seu medo também
Discordo e respeito!
Que a distância seja um presente
Capaz de deixar paz
Que o isolamento lhe possa... deixar dormir...
Por mais de duas horas
Tudo vazio... indiferente... irreal!!!
Luciana Maria Borges
Sábado, Outubro 21, 2006
UMA CAUSA

Uma causa
O que poucos percebem
Quem vai até o fim
Por uma causa
Justa... honra
Poeira e respeito
Constituição de uma história
Um valor nobre
Quem faz todos os dias?
Rotina...
Melhor quando sofre
O diferente aprendizado
Seus pés em outros lugares
Ao mesmo que escreve
Encontros literários!!!
Luciana Maria Borges
Segunda-feira, Outubro 16, 2006
QUIETUDE

Quietude
Sempre ao gritar mais alto que o outro
Um dia pode-se ouvir
A si mesmo
Encontrando-se entre as frestas
Passar o tempo ou vive-lo
Um vivo morto
Ocasiões assim se fazem
Nas temporadas de inverno
Sentindo frio em pleno verão
Na linha do Equador
Tempestuosas formas de crer
Assim ao ser surpreendido
Não consegue falar
A menos que lhe dêem um rumo
Ou apenas diz várias coisas
Incompreensíveis... seu subconsciente
Por que desabafar é necessário
De diversas formas se faz possível
Tortuosas, maleáveis... dolorosas
Poucas vezes saborosas
Dividir...
Algo lhe leva sempre a este precisar
Ouvi tua voz outro dia
Mas queria que ouvisse a minha
Ao deixar de escutar
Luciana Maria Borges
Domingo, Outubro 08, 2006
DEVIDO À CONVENIÊNCIA

Devido à conveniência
Uma pessoa
Que se faz notar
Por vários fatores
Não basta saber
Mas que os outros percebam
E que eu perceba esta recíproca descoberta
Então, o que choca?
Atos
Condenáveis?
Não importa
A partir do momento
Que em um grupo esteja
E ali se faça perceptível/desejável
Mas não basta
O que conquistou
Quer mais
Sua felicidade se torna um momento raso
Uma mera ilusão
Fantasia que defende
Por defender com tanto esmero e firmeza
Convence!
Necessitam de algo que às guie
Isto pode ser um falar mais alto
Torna-se aquela
Tudo o que condena
Devido à conveniência
Um conceito que se transforma
Uma pessoa que se faz notar
Não basta saber...
É apenas um adaptar
E o que você sugere?!!!
Luciana Maria Borges
ANALISANDO

Analisando
Gosto de andar no meio da multidão
As pessoas e seus horários
Suas atitudes em seus horários
Buscando algo
Fazendo-se notar
Suas formas
Metamorfose ou essência
Um conceito que se transforma
Amadurece
O que é convevência
No adaptar-se cultural
Sobrevivendo, então, melhor
Dinheiro..., mesmo que não o tenha
“Clichê” é só uma armadura
Pra quem precisa se esconder
Atrás daquilo que diz não gostar
Mas na verdade ama!
Apenas águas que se vão
Juntamente com as outras
Idéias/ação
Esta é a maior diferença
Há pessoas “metamorfose”/”essências”
Qual das duas você acha melhor?
Gosto de andar no meio da multidão
Para observar pessoas e suas atitudes
Que mudam sempre na medida dos horários
A solidão atormenta mais a noite
Todos
Frenéticos... se fazem ver
De uma forma ou de outra
Diante de algo não alcançado...
O enganar-se... ou esconder-se!!!
Luciana Maria Borges
Sábado, Outubro 07, 2006
DESQUIMERAR-SE

Desquimerar-se
Quero ficar aqui a noite toda
E como o dia
Acordar
Andar na feira
Olhar... ver
Para então decidir
Para então voltar
Com todo cansaço... pensar
Depois, a vida continua
A madrugada que pesa nos ombros
A angústia que se desfaz
Em cada letra
As músicas... ajudam muito
Por dizer no anterior
É tão bonito...
Um sentido que vem
É bonita mesmo... bonita demais
Um pouco de quimera
Faz parte e deve fazer
Por que assim debaixo da chuva
As gotas se sente melhor
Ao amanhecer...
Novas idéias... novas
Por que refletir é preciso
E desistir de muito
È o melhor!!!
Luciana Maria Borges
POR QUE TUDO É UMA QUESTÃO DE ESCOLHA

Por que tudo é uma questão de escolha
Por que tudo é relativo
Das coisas mais supérfluas
Que fazem sorrir ou chorar
Por todo um dia
Por todo um dia
Nas escolhas mais pequenas
No caminhar selecionado
A dedo...
Aproximar distinto
Gesto, solidão ou não
Atinencia dos obstáculos
Há vários caminhos
Por que tudo é uma questão de escolha
Que fazem sorrir ou chorar
Por todo um dia
Por todo um dia
Perder tempo com apenas um
Ganhar horas com apenas um
Por que pode significar mais
Relevância das alternativas
Escalações entre emoção e razão
Preferencialmente... sentimento
Que te fazem sorrir ou chorar
Por todo um dia
Por todo um dia
Por que tudo é relativo
Das coisas mais supérfluas!!!
Luciana Maria Borges
Sexta-feira, Outubro 06, 2006
POR QUE NAO?

Por que não?
O que eu quero é tocar teu rosto
Com minha face
Sem pressa
Senti-lo em meus braços
Esquecer que o complicado existe
Tornando a realidade um sonho
Agora, gostaria de tocar seus lábios
Somente por que quer... e também quero
Esquecer tudo
Fazendo destes segundos
Imortais
Porque realmente sente/sinto
Porque és quem desejo
Poderia olhar teus olhos profundamente
Escuros... e me deixar ir
Em tuas mãos... desenhadas
Teus lábios, tão vermelhos... tão seus
Por que não?
Vá até a janela
Se onde mora encontrar uma
E olhe... olhe bem
Seu momento!!!
Luciana Maria Borges
O QUE SOU...

O que sou...
Posso ...
Serei mais que um segundo
No mundo do que sou
No nada para onde vou
Segundo tua história
Longe do certo ou errado
Onde está o espelho velho
A contradição de onde parei
No que fala e faz
Quem é meu paradigma
Se rosa se faz dor
Solúvel no estar são
Nas tintas salubres de cores vãs
O que é pra mim senão o tempo
O que sou... que me amo mais
Não passou no tempo
Fez parte dos meus minutos
Nem senti teu cheiro
Não foi você mesmo
Pois está onde fiquei...
Me julgo no que faço
Gasto sonhos no que gosto
Acabando entre o sim e o não
No incerto de tudo
No que vale a pena...
E o que vale a pena?
Senão se fazer bem...?
Enganei-me pensando
Porém nada vejo
No infinito do que sou, nada tirou
Também nada acrescentou
Seria minha inspiração
Realmente um instante do que sou
Se quisesse!!!
Luciana Maria Borges
Domingo, Outubro 01, 2006
NÃO SOU

Não sou
Eis a verdade
Pois a mim me confiei
Pensei sobre o mundo e a vida
Erguia do chão, junto ao fogo do meu ser
Encurralada, fiquei exposta demais à vida
O coração sangra na boca
Tem gosto de ruína
Belo sentimento
Tão singelo se desdobra em meu corpo
Se sente nu, tampando o que pra mim não é vergonha
Na verdade... não sabem amar
O toque se torna feio
O desejo se torna vulgar
Não sentir-me...
Posso tocar com a ponta dos dedos a tua face!
Eis em mim o amor
Pois não tenho vergonha ou medo de amar
Pensei sobre o mundo e a vida
Só fez me magoar
Senti raiva de mim
Na medida que me deixei
À quem me faz ter vergonha de mim!!!
Luciana Maria Borges
METÓDICO

Metódico
Não desisto
É assim que chego a algum lugar
A febre não sana por si só
Ela precisa de remédio
Ela é o meu remédio
A boca não cala
Tão precisamente chora
Tão cheia balbucia os passos
Estes estralam nesta rua
Onde chove e o vento assovia
Meu corpo sente a chuva
Lá no alto já estou...
Incentiva-me!
Preciso ouvir... preciso ouvir...
Meu corpo sente frio
Preciso de algo que me aqueça
Algo que me faça lutar
E este algo... ser eu!!!
Luciana Maria Borges
VALORES INVERTIDOS

Valores invertidos
Tome o último gole
Dê-lhe tapas e depois piscar de olhos
No dançar de salto alto
Basta a vaidade
Não dirá jamais...
Condena tudo que foi/é/será
Muitos ainda estarão aí... em teus pés
Beleza... basta ela
Roube-lhe tudo
Seu valor... externalidades
És apenas uns reais
Chocolate, flores... tecido e tal
Não haverá limites
Basta músculos
Língua, corpo, seios...
Cambaleando nos dizeres... teus
Quem diz?
Estarão a teus pés num estalar de dedos
Mate-lhe
Apenas casca tens
Em sua “perfeita” imagem
Basta estar “na moda”
Mal ditado citado por ti
Mal ditado feito por ti
Não dirão... não dirão nada
Além de cantadas... à teus pés
Basta um decote
Curvas de três horas dia-a-dia
O cultivo é lucrativo
Muito lucrativo entre as cochas
O resto... interno... essência... é resto!!!!
Luciana Maria Borges
UMA GRADE CHAMADA "CONSIDERAÇÃO"

Uma grade chamada “consideração”
Sair num vale de buscas/social convívio!
Deixar de ser e agir
Valores... vontades
A pergunta “o que pesa mais?”
Rua longa, vazia... segura
Os cães latem
Caminha mergulhado em pensamentos
Em razão de alguém... anos e anos
Não..., por consideração
Apenas mais uma grade
Nesta restrita vida em cárcere
Grades...
De outros e de ti mesmo
Onde termina tudo que não tem fim
Limites ideológicos
Razão de ganhos e perdas
Sentimentos!
“Mais forte” e menos livre... prenda-os
Mais livre e “menos forte”... fuja
Em tudo que resume simplicidade
Essência não quebrara facilmente
Paz estável e imutável não irá
Interior... o que acontece todos os dias
Entretanto, poucas vezes se vê
Capacidade de estar sem precisar
Oportunidade de ser e não mais ... necessitar
Em uma hora que dura um segundo
Sendo, mesmo assim, inesquecível
O melhor que brota dos olhos e morre na boca
Tantos e tantos
Mas só... e completo!!!
Luciana Maria Borges
Domingo, Setembro 24, 2006
ILUSÃO REAL

Ilusão Real
Não amo ninguém
Nunca amei ninguém
Aliás... sim
Amei uma ilusão
De corpo e alma... fantasia
Diga-se de passagem...
Por um longo tempo
Mas ilusões proporcionam
Felicidades superficiais
E quando colocadas na balança
Pesam muito pouco
Ou quase nada...
Então, troca-se as necessidades
Coisas do dia-a-dia
Independente de todos
Presente para todos
Sentimentos pela visão
Solidão que se esvai pelo suor
Instantes e pensamentos que
Duram muito mais
Longamente... prazerosamente em paz
Não amo ninguém
Mas já amei... demais
De forma inexplicável uma ilusão
A qual
Jamais deixarei de amar
Mas ilusão, não é real
Nunca foi real...
A não ser em /para mim!!!
Luciana Maria Borges
OCEANO NEGRO INFINITO

Oceano negro infinito
Escuro
Tão escuro quanto a tinta desta caneta
Risonho e deslumbrante
Sem descrições possíveis
É simplesmente ele
Tão maravilhoso
Todos os dias se apresenta diferente
Mais misterioso e bonito
Às vezes exuberantemente cadente
Dias mais lindo
Mostrando seu brilho mais apaixonante
Fazendo viajar-se por ele
Imaginando de tudo
Essencialmente um sonhador
Medonho e espantoso
Torna-se mais curioso aos olhos de quem o vê
Traiçoeiro
Fiel
Sempre chegando sem atraso
Indo... somente no mesmo horário
És tu, este céu
Este lindo poço escuro e infinito
Que guarda tantas lembranças
Pois foste o único que viu os acontecimentos do mundo
Desde seu nascimento
Viu as tristezas começarem
Os sonhos se acabarem
A decepção vir à tona
“O amor nascer ... e ser assassinado”
As vezes superado
Alcançando seu ponto máximo
Quantas vezes olhado em ti
Fizeram... e ainda fazem... promessas
As lágrimas caídas sobre a terra
Guardou e ainda guarda
Durante noite e dia
Acredito que...
Por isso, o peito se enche de tantos sentimentos
Quando se para e analisa
Ainda tenho muito o que falar
Mas as vezes
As coisas mais lindas
Não podem ser ouvidas ou ditas
Apenas sentidas pelo coração!!!
Luciana Maria Borges
Sábado, Setembro 09, 2006
À PENA VIVER!

À pena viver!
Orquestra!
Com um banho
A água escorrendo pelo corpo
Tirando o suor
Deixando o perfume do sabonete
Ou o natural
A água morna
E sua boca
Toma um pouco
Com toda espuma... o cansaço
Suas mãos lhe percorrem todo
Que lhe quer bem
Massagem interna e externa
O vapor desintoxica a mente
Em higiene bucal
Frescura em sabor hortelã
Brancos... sorriso
Enxugar-se em toalha seca
Seu canto... lhe espera
Num sono bom... sonhos
Despertar preguiçoso
Energia para rodar
Sua cela ... “larga”
De diversas belezas
As que proporcionam inspirações
De versos... felicidade!!!
Luciana Maria Borges
TODOS COMO ÁGUA

Todos como água
Quando se pensa na morte
Pensa-se na vida
Tudo que ainda pode ser feito
Pelo fato de ainda estar
Porque pode fazer
Porque pensa em si
Tudo se resume em apenas algo
Um sentido para continuar
Há coisas boas
As barreiras
O indivíduo se coloca
Escravo e inimigo de si mesmo
Os outros... são os outros
Os mesmos estarão por si
Aqueles instantes de paz
Não poderiam ser camuflados
Tem como mudar tudo
Todos como água... que saem entre os dedos
Suas mãos não podem segurar
O que evapora
O que escorre
O que vai sempre
Buscar outro lugar
Regados e fertilizados
Como terra... planta
Complexidade que não olha
Coisas... em ti
Que não vê!!!
Luciana Maria Borges
AMIGA

Amiga
Você é simetria desarticulada
É diferente
Sua sensibilidade
É diferente
Você encontra o igual em todo mundo
Busca o diferente no mesmo dia a dia
Para encontrar o igual e o diferente
Todo dia.
Autor: Rodrigo Fratti
Arranjo: Maria e Seus Malucos
CARTA PARA EDER

Carta para Eder
Hoje acordei mais cedo
Pra falar do rio
Eu que acreditava em
Peixinhos e cavalos marinhos
Eu que que não sabia o que era ser
A bola da vez
Achava graça em tudo
Era riso e reza
Tocava na minha guita “The Who”
E ouvia “The tal”
Jethro Tull
Eu hoje acordei mais cedo
Pra falar do rio
Surpreso pelo verso bem feito
Demorei pra sacar
Confuso e puto da cara
Continuei a tocar
My guita ... my guita...
E hoje tô andando na estrada
Fazendo meu rock’n roll
Desculpe se te decepcionei
Eu não procuro a morte não!!
Autor: Rodrigo Fratti
Arranjo: Maria e Seus Malucos
OLHAR SUSPEITO
Olhar suspeito
E dos traços mais delicados
Que lembro do seu corpo
Que com o meu fundia-se
Pra elaborar outra maneira
De ser homem, mulher... ou o que quiser
Perto de ti nada evito
Frente o prazer e o afeto
Próximo a ti sou maldito
De olhar suspeito
Ando sempre assim
Dívida, voltando e indo
Só paro, quando canso
Respiro, reflito e embolo
Cambaleando entre os lados
Ou pra fora deles
Não sei
Autor: Rodrigo Fratti
Paulo Rogério
Arranjo: Maria e Seus Malucos
Sexta-feira, Setembro 08, 2006
IDADE

Idade
A velhice chegou em meus olhos
Eu já não falo mais como antigamente
O futuro tem apenas um objetivo
É sarcástico
Como a lembrança do passado
Uma lembrança tão doce, como mel no favo!
Eu sinto medo, como não sentia antes
Na língua
Há apenas o sabor amargo do amor
Que já se foi juntamente com o tempo
Os lábios tão singelos
Como o reflexo do espelho acusava
A solidão
Agora paira sobre o telhado
É minha companhia no hospital triste
Espero a morte
Sem mais esperança de vida
Olho o jardim
E choro pelas rosas murchas
Um pássaro pousa na janela
És meu único companheiro agora
Acabou-se os parentes
Acabou-se os amigos
Só querem herdar o que construí
Uma vez que estou velha... já vivi
Sei que minha vida não acabou
Mas isto é só pra mim!
Os resmungos... são como protestos
Protestos... somente de solidão
Incompreensíveis!!!
Luciana Maria Borges
QUEM FOI QUE VIU O SOL NASCER?

Quem foi que viu o sol nascer?
Quem foi que viu o sol nascer pela primeira vez na terra?
Será que o brilho dos teus olhos
Jamais voltarei a ver?
Por que somos incapazes de amar plenamente
Sem julgamento, sem culpa, sem rancor?
Há tantas coisas belas no mundo
Que não damos valor
Quando faço sonho
Provo o perfume de uma flor pura!
E você
Quer coisa melhor que a felicidade?
Aonde vai agora
Sem pressa de chegar longe
Sem pressa de voltar.
Caminha tão vago
Com olhos no chão
Chega perto do nada
E se sente vazio!
Ainda me lembro de teu forte abraço
Aconchego fofo e protetor
Que tu me davas
Mas já se foi tristonho
E se foi
Para não mais voltar!
Queres um sonho
Com nuvens de algodão
Chuvas de carinho
Sem ira e repressão!
Mas aonde vai com olhos rasos d’água
Com um nó na garganta
Que me impede de ouvir tua voz
Meu amor
Não tenha pressa
Apenas vamos ficar aqui!
A gente não anda tendo tempo de ser feliz
Por que não aproveitas este momento tão curto
A noite passa em um segundo...
As estrelas e a lua
Dão um tom especial na noite
Quanta beleza desperdiçamos neste momento!
Olhar o céu é...
Tão gostoso... quanto teus beijos
Minha ave púrpura a procura de abrigo!!!
Luciana Maria Borges
RELATO DE UM DIA

Relato de um dia
Tudo que faço
Penso e discordo
Não ando me entendendo
Estou cansada... e além do mais
Meu pescoço dói
Daria tudo para estar em minha cama
Pensando, mas deitada... totalmente relaxada!
Não tenho nada a dizer
Alem do quê
Não estou a fim de falar
Estou vazia como sempre
Não digo sempre...
Por que às vezes
Sou diferente... comigo e com os outros
Não estou me vendo
Estou realmente me sentindo...
Sabe!? Nem sei dizer.
As palavras escritas saem da cabeça
E não sai nada no papel!
Só sei que quero escrever a noite inteira
Mas não entra nada em minha cabeça...
Nada mesmo!
Hoje eu estava sozinha em casa
Coloquei música alta para ouvir
Um bom rock’n roll
Estava no banheiro
E fiquei ouvindo coisas...
Como se houvesse alguém dentro de casa
Confesso que fiquei com medo
E o pior... é que esqueci a toalha
Portanto, teria que sair nua do banheiro...
Quando pensei nisto... gelei
Muitas vezes
Fico com a cabeça quente
Faço meus compromissos, pura e simplesmente para cumpri-los
Não escrevi isto para que os outros leiam
Mas se tiverem lido
... eu não me importo!
Luciana Maria Borges
DIA APÓS DIA

Dia após dia
A alguns dias
Estou achando meio desinteressante
A maneira como converso com as pessoas
Há tempos
Estou sozinha
E não vejo graça em ninguém
A alguns minutos
O tempo estava parado
E eu não pensava nada
A cada dia... há um dia
Um dia que penso não voltar mais
E realmente não volta
Há as intrigas da vida
Intrigas bem disto
Bem dita... bendita... mal dita e maldita
Um soluço calado
Onde o crepitar do vento
Soa com tristeza e curiosidade
Há a bendita saudade
Pedindo alguém que volte de longe
Há a procura do nada
Que impregna a grande raiva
Por motivos de acusação
A folga dos braços
Cansados e majestosos murmuram
Cresce das ruínas
A nevoa de pó
Que adoece... aquele belo e esbelto
Tinindo gotejos de suor pela face
Deitam... nem lembram de se banhar
Não há tempo suficiente... para se limpar
Não há tempo ... para descansar
Há o silêncio ... que mete medo
E recua ao olhar
Os barulhos tristonhos das pálpebras
Que jorram lágrimas sem parar
Elas batem no travesseiro
E lá... se evaporam pelo ar
Ninguém fala sobre isso
Não tem mesmo o que falar!!!
Luciana Maria Borges
UM SONHO REALIZADO

Um sonho realizado
Eu sabia
Mas era medonho e distante
O tempo passava pausado
Senti medo
Procurei refúgio
Mas não havia ainda a saída
Queria chorar
Porém, o medo não deixava
Fiquei desesperada
E o sonho não mudava
Deitei, então, de braços e pernas abertos
Comecei a olhar o céu
Tão belo...
Mas sem estrelas!
Inspirei-me no cansaço
Fechei meus olhos
Acordei nos braços da alegria
E continuei lutando para não mais perde-la!!!
Luciana Maria Borges
CULPADO

Culpado
É
Hoje a vida me mostrou novamente como me pega de surpresa
Num triste relance olhei teus olhos
Pensei me apaixonar
Mas o infinito pêsames inaugurava de volta
Para um lado que é meu triste.
Num sóbrio sorriso
Embebedei-me pura e esperançosa nos braços teus
E amo, amo tanto
Mas não é este amor que imaginais ser
Meus lábios solitários, juntamente ao corpo
Com ângulos traçados e calculados
Passo a iludir-me num escancarado pensar
E em ti
Novamente volto a olhar.
Não pude abrir mão do ciúme
Pois, sem esquecer seu semblante
Mergulhei na profundidade supérflua do destino
Tão mau... impiedoso
Como sempre devereis ser!
Não poderia tocar-lhe jamais
A coragem falta em minhas mãos
Porem amar-te-ei eternamente com desejos a ti felizes
E irás embora ao seu recato da vida
Não farei nada mal a ti
Uma vez que, nem para isso serve o meu clamor.
Tão rosa cheio de espinhos
Tão ferida eu feri
Num arcado passo ardido
Marcas de sangue verás sem fim
Um beijo doce
Coisa imaginável a meu ser
Na medida em que seria aldeia e enfim crescer.
Então, tristemente pensei em você
Sofria por um mau em mim
E tu não eras o culpado
Pois quem se apaixonou foi eu!!!
Luciana Maria Borges
GANHOS E PERDAS

Ganhos e perdas
Ah!! É impressionante
Eu via o mundo lentamente, com a candura de uma flor.
Fundi o ouro com o calor de minhas mãos
Gelei as águas de um oceano com a frieza do coração!
De repente
Algo zuniu no espaço
Inconsciente caminhei para o lado da luz
Senti calor em meu peito
Gelei as mãos
Mas não era frio!
A alma ecoava no espaço
Gargalhei por instantes
Comecei a tremer e de repente a chorar
Senti-me magoada e perdida no meio do lixo
Voltei um pé atrás
Vi que tudo que passara
Fazia parte da minha vida
E eu não poderia nunca apagar.
Então dei dois passos a frente
Com o rosto temedor da vida
Entretanto, com uma coragem imaginável
Tive vitórias muito grandes
Chorei e sorri novamente
Entendi que eu era feliz por estar vivendo aquilo
E tudo que eu havia vivido
Me deixava para traz do amor
No entanto... eu me sentia bem!!!
Luciana Maria Borges
Sexta-feira, Setembro 01, 2006
MÃE

Mãe
Eu a amo
Não pelo fato de se minha mãe
Mas por ser resumo de força
No exemplo de exercer duplo papel
E os fez com muito esmero e retorno
Em tua linha caminhamos
Teu olhar
Tuas atitudes em relação à vida e às coisas
É tão sábia...
Tão cheia de exemplos
Difícil se torna descrever a admiração e estima que lhe tenho
Você foi pai e mãe muito bem
Ensinou-nos a caminhar persistente
Mesmo se ferindo com os espinhos da vida
Jamais desistir... olhar pra frente e continuar
De alma fresca e serena
Para colher os frutos e as flores, sentindo o perfume doce posteriormente.
Ensinou-nos a amar o próximo
E a respeitar a vida, as pessoas... tudo
Gostaria de lhe agradecer por tudo que és
Gostaria de poder
Você venceu!!!
Sozinha por três vidas
Admiro-lhe deveras
Eu te amo tanto...tanto
E conseguimos também...
Temos muito o que fazer
Talvez não consigamos, com a mesma garra que tu tens
Queria... do fundo d’alma conseguir dizer uma fração do que és
Mas você é grandiosa, intensa profundeza!
Num infinito que devo minha vida
Parte do que sou...
A vida pode ser boa, quando a fazemos assim
Pode ser recompensa em paz
Pode ser tudo... que queremos
Não de coisas materiais, pois são externas
Coisa irrelevante diante do verdadeiro sentimento... interno
Você ensinou isto...
És tão bela... rara e lindíssima!
Lhe amo... lhe amo infinitamente!!!
Luciana Maria Borges
Quinta-feira, Agosto 31, 2006
MEU REQUISITO

Meu requisito
Pergunto-me por que insisto tanto
Neste que “não” me quer
Cujos olhos gostaria de ver
Cuja face gostaria de tocar leve
E em seus lábios esquecer do mundo!
Por que você?
Logo você que me nega
Que me deixa sem vida
Onde poderia pensar que existe
Onde estou em sua alma?
Não estou
E poderia ser um pedaço do cheiro de seus pulmões
Por que lhe desejo inteiro
E assim cuidar de ti
Mas não posso... não posso
Por que lhe quero tanto?
Será que por senti-lo longe
Tão parecido comigo!
Não há como descrever-te
Ao mesmo tempo que lhe vejo escondido
Em sua postura brava, rude, grossa...
Quase infantil
Vejo-lhe um homem, que muito quero ter
Qualidades múltiplas e fragilidade
Preciso dizer de alguma forma...
Será sempre silêncio!
Um grito de silêncio no escuro
Em que meu despertar acorda em ti!!!
Luciana Maria Borges
CONTRASTE

Contraste
Homem no corpo de menino
Atitudes livres
Que deixa amor por onde passa...
Em seus vários sentidos
Deixa-se em pensamento profundo e intenso
Assim como imaginei...
Lábios macios, doces de desenho perfeito
Com um sorriso marcante e penetrante
Em sua forma masculina
Homem... menino
Liberdade que deixa marcas
Suaves lembranças de alguém que é...
E se faz um sonho bonito/inesquecível
Utilizando sempre o livre arbítrio que lhe apraz toda hora
Escolhe atos... sentimentos
Coerentes a seus desejos
Não és apenas este corpo...
Que por ventura infinitamente cobiçável/desejável
Mas alma..., tão forte exalando
Teu cheiro... deveras bom
É claro!
Será sempre uma honra toca-lo
Sentir teus lábios, teu cheiro
... você por inteiro
Que irá sempre embora
Que ficará ... sempre
Em qualquer lugar/pessoa por onde/que passe!!!
Luciana Maria Borges
Sábado, Agosto 26, 2006
חєpαбµέvoç

חєpαбµέvoç
Por que me vem atormentar
Depois de tanto pensar em amarguras
Que sentimentos me traíram outrora
Sim
O que sou e fui em minha extrema natureza
Sois ainda latente em minh’alma
Ainda batido em meus palpitar
Abandono por simplesmente não valer
A felicidade ... a força
Havia que falar mais forte
Sabedoria ... sentido que deveria encontrar
O que lhe lembro
Em lamentar silêncio em mim
Na lembrança que dói profundamente
Sentimento
Era o que lhe tinha a oferecer
Neste instante lhe posso lembrar
Sentir
Ainda latente... lento... dormente!
Em verdade de cultivar
Por que me volta?
Por que me vem atormentar...?
Não podia frutificar o que era somente...
Dor!!!
Luciana Maria Borges
Domingo, Agosto 20, 2006
Tέpחw

Tέpחw
Horas parado a refletir
Embriagamento em uma mesa junto a muitos
Rir... chorar... falar nada com nada
Um sentido... um conceito... uma filosofia
É o que preciso ouvir...
Internalizar... pra mover
Apagar da memória
Nesta mesa... suas experiências expostas
Que siga seus remédios!
Lhe querem receitar
Não há ingrediente tão bom quanto o tempo
Olhos em seu mergulho profundo
Lágrimas... goles de minuto
As deixe molhar seu rosto
Para que possa encontrar-se
Tu tens a pele tão alva e única
Concepções e diálogo de cem mil horas
Lhe falta saliva... se vê um tolo
O sentimento maldito lhe cala... puro bobo
Que nome pode dar-lhe?
Por que pode dizer infinitamente
Com apenas um olhar
Este congelado no tempo em forma de imagem
Amenizar... é preciso
Em outras janelas joga cordas para subir
Saídas... consolo ... afeto.
Acalmar-se
Amenizar-se!!!
Luciana Maria Borges!!!
Αyá ח έpwtaç, ח αӨoç, otopyn´

Αyá ח έpwtaç, ח αӨoç, otopyn´
Que sentimento move?
Que por em medos se busca outrem
Somente o que lhe fará sofrer
Fugindo à entrega de ti mesmo
Quer aquilo refletido em contra-regra
Por que é mais devaneio
É mais escuro e esconderijo
No entanto expõe sua carne
Mais sensível
Àquilo que poderia ser mais profundo
Àquilo que poderia ser mais verdadeiro
... não o queres!
E na vida diminuta
Esmurrinha-se todos os dias
Mas algo te corrói cada dia
E cada dia, mais sente solidão
A quietude de seu medo
Entre as paredes que construiu
Fortes... tristes ... rudes
E em sua contradição tão belas...
Suas fraquezas, tão afloradas
Apenas atrás do brilho de teus olhos
Comportamento em isolar-se
Porque não se faz tocável...
... amargura... melancolia... melancolia...
Cada dia maior
Junto às rugas no canto dos olhos
Inútil ..., foi sem viver
Simplesmente por se entregar ao medo!!!
Luciana Maria Borges!!!
Quarta-feira, Agosto 16, 2006
REALIDADE VIDA

Realidade vida
Não acredito em nada
Vou me deitar no chão
E sentir o calor do sol
Isto é real!
Sentimento e oportunidade
Não quero flutuar no meio deste rio
Que não passa de ilusão
Assim... resisto
Que a natureza me corroa os órgãos
Isto é real
Não quero fechar os olhos
O valor do escuro não me convence
Sou a contradição deste mundo construído
Compartilho-o e usufruo dele
Arranco-lhe meus cantos de sobrevivência
Há que ser feito assim
Não quero e não vou contra a natureza
Que não passa de necessidade
Transmissão de números
Documentos rasgados e misturados sempre
Prosseguindo o caminho que não escolhe
Apenas ocorrem
Quero comer teu fígado vida!
Jogar suas vísceras no chão para os cães famintos
Sugar teu sangue ainda quente
Sendo contigo como tu és a mim
Sem fé nem piedade
Quero segurar teu coração ainda quente
E vê-lo parar de bater em minhas mãos
Então
Só depois de sorvê-la real
Darei conta de caminhar e ver luz
Em paz e equilíbrio...
Dançaremos ao calar do dia!!!
Luciana Maria Borges
ALGUÉM PARTIU

Alguém partiu
Tudo agora
Tudo tempo
Aquele que não pode passar, porém passa...
Fique mais um instante
Porque te ouço e posso criar
Em cada célula há um universo infinito
Suas interações, pensamentos e diferenças
Música de verdade em sua profundeza/produção
Por esses caminhos entre espinhos
Hei de passar
Para colher frutos e matar minha sede
Então
Dormir um leve sono debaixo desta árvore
Não se pode esquecer o caminho que percorreu...
Gostaria de ouvir o som tocando
Gostaria de saborear os frutos
Esqueci de dizer obrigado em algum momento
Que as coisas são mais supérfluas
No entanto, tão intensas que conheço
Sinto seu desabafo
Não vejo seus medos
Mas sinto... tanto
Não mais às possibilidades
A dos sonhos que se esvaem por um a célula
Esta em sua natureza própria
Independente toma rumo
Não!
Não se pode contar com ela
A qual daria notas... expandindo fronteiras
Foi-se junto a ela... possíveis vitórias
Há que se buscar outras!
A vida não para
Os sonhos não param
Há que se buscar outra célula
Para se acoplar e produzir
Matéria, história... música!!!
Luciana Maria Borges
NÃO BRINCAREI CONTIGO

Não brincarei contigo
Eu quis brincar contigo
Desconheço-me
Conheço-me muito bem
Não se me posso jogar toques
Não se me posso deixar ir a ti
Nestes ir e vir desabrocho em amor
Ternura, cuidado... proteção
Apaixono-me
O único que digo é
Não sei brincar com teu corpo
Não sei brincar com seu sentimento
Porque sou música, poesia... pintura à óleo sobre tela
Intensidade extrema em tudo que faço
Definitivamente nunca o meio termo!
Ou quero ou não quero
Ou falo ou me calo
Liberum Arbítrium
Escolhi o caminho na bifurcação de decisões!
Por hora quero solidão
Para depois desmanchar-me nos lábios
De quem eu queira e que também me queira
Destemida e decidida no caminho de entregar
A palpitação da vida sentida em todo o corpo
No brilho de meu olhar tristonho/reflexivo
Principalmente o refletir de um homem
Que não passa de mera ilusão...
Por hora quero a solidão
E em letras viver outras histórias
Outros sentidos e universos se me mostram
Não quero brincar com teu corpo
Não vou brincar com seu sentimento
Sou despertar em carinho...
Ternura, cuidado... proteção
E jamais quero que brinquem comigo!!!
Luciana Maria Borges
Quinta-feira, Agosto 03, 2006
AFIRMAÇAÕ SENHOR JUÍZ

Afirmação senhor juiz
Palavras são reais
Duas faces de uma mesma moeda
Ninguém jamais lhe saberá
O julgaram e condenaram
Sim
Afirmar é fácil demais
Crendo ter que convencer
Aquele, cujo qual quer dominar
Sim
É fácil pedir ou mandar
Pessoas são marionetes quando se deixam ser
Escravas de suas carências
Solidão em sua cultura triste
Quero tê-la ao chorar diante do espelho
Pensei que o mundo fosse feito de flores
... Cúmulus Nímbus se me mostram tormentas
... Há espinhos por todos os lados
A pele acostuma a ferir-se
Fortalece-se
Nem meus olhos vêem mais
Aprende-se a colher flores murchas com espinhos
Apenas quer dá-las vida com suas lágrimas
Sente que vai sorrir também
Então acaba sorrindo... por breves momentos
E destes se lembra sempre
Para correr atrás e vivenciar novos breves instantes!!!
Luciana Maria Borges
SEJA PURO

Seja puro
Não me subestime
Não olhes direto em meus olhos
Temas-me
Que seja assim sublime
Queria tocar-lhe a pele
No entanto, nem sempre, pode-se ter o que se quer
Note que o tempo muda
Junto à ele suas partículas de pensar
Seja eu, por um instante uma anedota
Na qual serei atriz e o pronunciarei
Neste palco de ilusões sentimentais
Os quais poderiam por um instante ser reais
Demência é liberdade
Liberdade é paz
Paz é felicidade
Assim o recitarei, meu caro!
Como poema que és
Em todos seus atos posso sentir-lhe
Na palpitação de sua vida posso sorver-te
Assim em solidão equilibrada
Com a peculiar satisfação de desvendá-lo
Em suas mãos que desejo e lábios anseio ser eu
Porém não posso ser sua e você não pode ser meu
Mas quero que seja assim mesmo
Seja puro
Assim em silêncio profundo
Gracejo em desavergonhado sorriso
Seja puro, meu caro anjo
Faço-lhe límpido em mim
Pois mesmo que não possa ser meu em matéria
O será em pensamentos
Criando assim um outro você
Mas que não deixa de existir
Mesmo que o tempo passe
Uma vez que fora concretizado em letras!!!
Luciana Maria Borges
INOCENTE AMIZADE

Inocente amizade
Amizade?
Onde mora tua face?
Onde estás?
Pensei que havia lhe achado!
Mas a frustração está perene em realidade
... derrota de mim em crer nisto
No entanto, o que resta?
A vivência... sentimento nobre e palavra
Somente porque em essência
Há coisas mais importantes do que estar certo
Sim, amizade!
Quem és tu em sua realeza
Senão aquela que é pureza
A qual de vínculo o não sangue substitui
Porém, sangue também pode ser amigo
Que verdadeira seja
E um abraço nobre possa dar sem sentir ou ter malícia
Sem receio
Quem leva sua pureza
Sanando o que pode existir de mais vivência?
A confiança não reside onde há segundas intenções!
A transparência do vínculo mora na sinceridade
Tanto dos atos, quanto das palavras
Há que fazer valê-las
Inocência
Quão singela pureza...
É o que me faz rir de verdade e também amar
Criança... anjo!!!
Ternura... delicadeza
Suavidade densa
Na qual sente liberdade
Pode chorar... recíproco sorrir
Fato!
Veracidade que sente e nada
És tu mesmo...
Amizade
Não sei se sou eu que deturpa sua face
Pensando que a mesma não pode ser senão
Liberdade de irmãos que cresceram em honra
Existindo regras, as quais se respeita
Sentimentos que não são egoístas
Amor puro!!!
Não deixa de ser intensamente suntuoso
Mesmo valor tem... ou mesmo mais importância
Uma vez que o egoísmo não se faz tão latente
Atos doces de avelã o são
Profundo... verdadeiro... belo!!!
Luciana Maria Borges
Domingo, Julho 30, 2006
FRUSTRAÇÃO

Frustração
Constroem grades em torno de si
Com a chegada da idade encontra vazios
Não sabendo o porquê deles
Simplesmente os sente
Então, dia após dia
Percebe o porquê dos mesmos
Tenta-se resgatar o que fora perdido
Mas junto com o tempo
Vão-se as forças parceiras da idade
Resta-te a louca solidão
A doença que maior é diante do não ser
Frustração
Podia ter se deixado beijar aquele
Cujo qual desejou
Poderia ter explodido em voz
Cuja hora necessitou
Desça lágrimas ... caia
Molhe meu rosto em torrentes
Pois descobri-lhe cedo
Estas grades em torno de mim se quebram
Posso/Ainda tenho força pra gritar bem alto e cantar
Até mesmo debaixo d’água
Onde as ondas alcançam grandes trechos e profundezas
Constroem grades em torno de si mesmos
Cujas, na curta vida, aniquilam luz
Seus instintos, desejos e valores mais nobres!!!
Luciana Maria Borges
LOUCURA

Loucura
Sou louco
Nesta não me nego
Pois loucura é liberdade
Gritar sem medo ou receio
Dar-se o direito de ouvir sua própria voz
Sentir que ela pode ultrapassar barreiras
Chegando bem longe
Que as pernas doam
Mas corra até que não consiga mais
Então se deixa cair
Sem medo de sujar na terra solta
E ser livre
Rolar e se sujar bastante
E gritar como um bobo que ri sem parar
Bem no alto cantar
Gostar de ouvir sua própria voz
Pois é linda ela
E consegues alcançar os mais graves e agudos sons
Desafinar mesmo até
Afinar porque sabes
Apenas ser um louco livre
Uma vez que assim sabe sentir sua alma
Seus limites em força, alegria e devaneio
Por que pra ser feliz
Não é preciso ter nexo!!!
Luciana Maria Borges
Sábado, Julho 29, 2006
VIDA EM MOVIMENTO

Vida em movimento
Conhecer novas pessoas
Deixando-se livre às possibilidades que surgem
Vivendo-as quando de fato sente-se vontade de viver
Respeita-se suas profundas vontades
As quais sempre negou
Ou não quis ver
Tudo dá suas voltas em forma de espiral
Histórias apenas são similares
Mas nunca voltam ao início
Pois tudo se transforma a cada fração de tempo
Poderá beber o que deseja apenas em micro doses
Na medida de que tudo independe de cada um
E tudo depende de cada um
Esperar dos outros é se aniquilar
Dá-se as costas ao punhal
Mas pode caminhar entre ti e os outros a cada instante
Colhendo os frutos que planta com esmero
A liberdade que você próprio lhe toma
Conhecendo melhor
As faces
Daquilo que julgava outrora conhecer!!!!
Luciana Maria Borges
NOTAS EM UM TECLADO DE PIANO

Notas em um teclado de piano
Espera ao cair da noite o som
Daquele que poderá acelerar teu coração
Emoções na vida se fazem
Como nas notas doces de um piano
Que por vezes se enfurece
Mas são notas emendadas às anteriores
Agudas
Graves
Um jantar de madrugada
Venha com taças de vinho
Nelas algo vermelho
Ainda vejo teu coração bater
Porém, seus dedos estão frios
Não podem estar longe demais
A frivolidade das notas anseiam mais
Sua alma em plenos desejos
Medos que se fazem presentes
No saborear impactante da realidade
Deixe apenas que as coisas aconteçam
Tua voz revela sua intensa fragilidade
Apenas se acalme
E em silêncio sinta
Feche os olhos e se entregue!!!
Luciana Maria Borges
INTENSIDADE

Intensidade
Intensa, intensa felicidade
Tal qual pode ser a profunda tristeza
Na descoberta de seus quadris que dormem em medo
Senti-los mover-se antes que não mais tenha fome
Quebrar a lápide de uma garganta seca
Deveras te quedas tenso...
No supra sumo de algo novo
Intenso, intenso prazer
Tal qual pode ser o profundo vazio
Provando o gosto de seus lábios inocentes
Ser apenas uma face das múltiplas
As quais pode ser...
Boa?
No fim se descobre um novo cristal
Realidades em forma de gotas num oceano infinito
És tu
Em sua vida que se esvai
Dia após dia
Inundando-se em histórias
As quais podem ser suas
Tão frágil que se faz forte
Um toque...
Apenas um basta em poesias!!!
Luciana Maria Borges
Segunda-feira, Julho 17, 2006
NÃO ME OUÇA

Não me ouça
Sim
Sou apaixonada pela vida
Amo-a tanto que chega doer
Deveras vezes quero dissolver-me
Em um corpo alheio...
Sinta minhas mãos
Um tanto quanto de raiva elas também carregam
E no passear delas em teu corpo sentirá seus estalos
Intolerante em solidão latente
Não tenho mais fome
Motivos se cria a cada segundo
Viva, seu porco imundo
Muitos lhe requisitam
Esta paixão mata-me
Quero subir bem alo e gritar
Mas não quero que ninguém me ouça
Quero quebrar minha casa
Junto à ela minhas mãos
Sangue, saia em meu nariz
Que saia junto esta dor em minha vida
Quero não sentir nada
Quero ser fria e má
Seja meu cúmplice no silêncio
Compartilhando comigo no escuro
Amenizando o que sinto
Nesta saliva que gasto em beijos
Mas não sou má...
Definitivamente!!!!
Luciana Maria Borges
APENAS SINTA-ME

Apenas sinta-me
Não me ouça
Não me olhes
Sonhe comigo apenas
Sei que nele não regulará seus instintos
Nem desejos
Neste deixa-se levar
Suas falsas concepções não lhe vêm
A não...
Não tem saída
Apenas gosta de meu toque
Esquenta-se somente com meu olhar
Beija-me
Porque sei o que queres
Eu também assim recíproco
Não precisa de palavras
Não precisa de instruções pronunciadas
A sim...
Sabes bem o que quero
E o que me fará prazer
Se eu disser... tape minha boca
Anulando meus breves não de receio
Cale-me com teus beijos
Restando somente o sim
Nestes deixo-me levar
Minhas falsas concepções não me vêm
A não...
Apenas gosto de seu toque
Deixando-me embalar neste
E com certeza
O que menos quero
É ter que dizer não!!!
Luciana Maria Borges
MORAL INFAME
Moral infameQue o diabo leve a moral
Hoje quero
Deixe-me ser
Apenas mais louco nas linhas retas
Imagem que cresci sorvendo
Sou hoje o reflexo de minha construção
Criança...
Durma ouvindo música ou histórias
Que leve esta moral infame
Dance...
Os olhos não deveriam olhar-lhe para destruir-lhe
Dance... e cante...
Bem alto.
Ainda mais forte
Louco, quero que me chamem.
Melancolia entre grades
Leve-a de volta a seu mundo hipócrita
Onde apenas fala-se por falar
Mais uma fada inusitada para se enganar
Enganem-me
Faça-me sentir dor e chorar diante do espelho
... Sou apenas mais um louco
Sentindo as lágrimas mornas sobre a face
Doa
Porque tudo dói ao se jogar fora!!!
Luciana Maria Borges
SIM É O QUE QUERO

Sim é o que quero
Há que temer-me mais uma vez
Nos pensamentos que deságuam
Em toda minha argumentação
Diante de muitos pesares
Expectativas
Simplesmente não ocorrerão
Não
É o que ofereço agora
Apesar de necessitar dizer sim
As escolhas
Insisto nelas
De tantas vezes querer mais
Apenas carinho
Toque minha face
Deixe que meus olhos se fechem
E um leve sono me tome
Na paz aconchegante de teus lábios
Sentindo a ponta de seus dedos em minha pele
Não, é o que tenho agora.
Mas, sim, é o que gostaria de falar!!!
Luciana Maria Borges
Terça-feira, Julho 11, 2006
AQUELE CORPO

Aquele corpo
Toque aquele corpo frio
Cujo qual, não quer mais que saborear os lábios trêmulos.
Pequenos passos na areia
Retêm nas mãos cartas de fim de jogo
Aqueles passos rumo às fronteiras
Devagar se vê melhor o horizonte...
Haja o que houver apenas olhe para o lado
Pode estar ali quem lhe dê a mão
Mas se não houver, tem a si mesmo.
Que buscas em seu interior um doce despertar
Toque aquele corpo frio
Fazendo com que quente se torne ao acordar
Cujas mãos podem buscar afago
Podem tocar a face e o corpo
Nelas o suor frio
Em sentimentos diversos... ansiedade
Uma claridade suave calor da manhã
Cujo brilho lhe mostra que a noite
Tal como o dia...
Simplesmente passam
E, portanto, não há melhor remédio que o tempo!!!
Luciana Maria Borges
Domingo, Junho 25, 2006
SE

SE
Se me desse seus olhos
Dançaria meu ser que poderia amar
Desse tuas mãos
O clássico toque seria recíproco
Desse teus lábios
Beijá-los-ia com os meus, árduos sem pudor
Que sentimentos veria nos toques...
O gosto que gosto, cheiro que sinto
Quero... e como quero!
Espero que se dê a mim, um pouco de você
Como posso também me dar a ti!!!
Luciana Maria Borges
SEU MUNDO

Seu mundo
OHHH neném
Olha aqui
Vai...
É pra frente que se olha
Aqui não tem não
Não é diferente não
Os sonhos, os sonhos
Os sonhos não morrem
Não somos folhas secas
Estamos vivos como nunca
Nosso mundo não é aqui
Neném, não é assim que se conquista o mundo...
Seu mundo
O relógio não
Não vai despertar não
Pra te fazer rir, e rir
E rir, é ruim!
Não mostre os dentes, débil
Não é assim que se vive
Não é assim que se conquista o mundo...
Seu mundo... seu mundo... seu mundo...
Seu mundo!!!
Luciana Maria Borges
NOITE EM DESEJO

Noite em desejo
Se pudesse sorver seu perfume na madrugada ardente
Onde as lembranças se exalam e o desejo se exalta
Com um beijo eloqüente sucede-se ao carinho profundo
Quando o amor se cega quente
Não é a cotovia que canta na noite
É meu amor que inspira sons, valsas e carícias...!!!
Luciana Maria Borges
FELICIDADE
FelicidadeLongos, submissos, intérpretes, dóceis...
O que fazemos por si só
E aí pensando o que fazer a noite, a tarde, de manhã
Então final de semana, carnaval...
Com a mão no queixo, que bom, que legal
Espero algo mais ou menos radical, medicinal, normal...
Enfim, nada mal
Tudo se conforma a não dizer, não ser o tal
Sons, palavras, escritas
Pedidas de algo profundo, raso, distante e mesmo assim tão perto.
A visão pérfida do seio inquieto, palpitante
Gostoso sentido realçado durante segundos, minutos, horas, dias...
Claras, belas, belo, então lindo ou maravilhoso
Tramado ou vivido
Há um dia diria que digo!
Tão simples, calma, delicada, como o vento em si
Meu companheiro e companheiro também de ti
O dialeto usado de sonhos e passados
Não há razão alguma para falar
Sabe-se o que se vê
Basta olhar
Mergulhar na pupila
Não precisa ler
São letras
Apenas letras que escrevo sem saber onde vão parar
E voar para longe nas mãos da vida sem saber onde pousar
Bata azas, vá ali... volte pra casa, ou então vá dormir...
Descanse bastante...
O que procura, também procuro... também procuramos
Um dia conseguimos e com medo fugimos
Não penso no que fiz de errado
O certo é agora, está na hora
Não fazemos o de sempre...
Temos pressa, não precisa, é agora
Dura pouco, muito, pra sempre...!!!
Luciana Maria Borges
COISAS DA VIDA

Coisas da vida
Há sempre bons e maus momentos na vida
Hoje você pode estar triste, mas lembre-se que amanhã é outro dia
Há sempre bons motivos para sorrir
Há sempre um motivo para chorar
A saudade dói, mas não mata
O amor se vai, mas logo volta
Um sentimento é fácil de existir
Difícil de ir embora
Tudo que é belo, pode tornar-se feio
Tudo que temos pode se acabar
Lute pela paz, viva, sorria, chore...
Pois as lágrimas também realçam a felicidade!!!
Luciana Maria Borges
PASSADO

Passado
Nem tudo tem o mesmo valor do que já perdemos
A presença do nada
Faz do amor a imagem simbólica
A vida discreta é a febre impiedosa
Que fere quem a carrega
Você pede justiça e compreensão...
Se esquece que todos querem o mesmo!!!
Luciana Maria Borges
A MIM

A MIM
Sei que o tempo está curto a sua volta
O brilho do sol esta quente sobre teu rosto
O medo do destino caminha ao teu redor
Você sente-se perdida, mas sem vontade de para no meio do caminho
Será que lutas muito?
Insisto em perguntar.
Porque temes? Pensa que não irá vencer?
No entanto digo: Vai, continue assim, você consegue... irá vencer!
Qual foi o passo que deu sem perguntar se podias?
Qual foi a lágrima que correu sobre tua face sem que eu pudesse querer
Mas a dor o permitiu?
Onde está aquele coração sincero
Que às vezes pesado e casado se entrega à depressão e se esquece do que te espera pelo caminho!
Meu sonho é você!
Meu sonho é que você consiga realizar todos os teus sonhos, querida!
Quando estiver triste, pense em mim
Mas não chores
Pense somente nos momentos felizes e em nossos sonhos!
Saiba que apesar de ter medo
Eu amo você
E luto dando-lhe forças
Pensando o mais firme que somos capazes
Seja feliz
Nós sabemos quem nos ama de verdade!!!
Luciana Maria Borges
DESTINO

Destino
Ainda não sei bem como explicar a displicência de meus projetos pessoais
O destino é uma coisa, que não podemos dizer se é certo ou errado
Se há caminhos diferentes ou não
Têm coisas curiosas que me deixam a refletir, mas com palavras...
Nem o mundo escrito às caberia
Não quero que entendam o que escrevo...
Não tenho preferência em ser melhor..
Nisto pelo menos não!
Eu era uma garota, agora estou jovem... logo senil estarei.
O tempo passa tão rápido
Sei que poderia ter feito mais do que nunca pude imaginar
Estupendo o pensar.... que posso sempre.
É um lisonjeio, risos, aplausos.
Tudo o que eu queria por um dia ser.... teatro de mim
Somente um caminho
Se certo ou errado. Só vivendo.
Será que eu me desviaria dele?
Não sei. É difícil... é muito difícil
Não há ninguém igual... talvez idéias ou pensamentos similares.
Por que muitos seguem a linha dos outros? Por que tenta-se ser o que não é?
Talvez porque procuramos a perfeição... e esta a vemos nos outros
Que nem sempre é real!!!
Luciana Maria Borges
SER CRIANÇA

Ser criança
Ser criança
É ter na vida a esperança
Ser livre para brincar
E a todos sempre amar
Ser criança
É como um pássaro que voa
Como peixes livres na lagoa
Nadando sem ameaça
É correr pelo mundo, cantando, sonhando
Lá no fundo, tirando a tristeza do seu coração
Criança sem preconceito
Criança do meu peito
Eu ser criança...
É como uma nova dança
Sendo sempre carinhosa
Perfumada como uma rosa
Correndo e cantando
E Deus sempre abençoando
Ser criança é ser amado
Nunca ser maltratado
Nem pelos pais
Nem por ninguém!!!
Luciana Maria Borges 1982
UM DIA
Um diaHoje eu... amanheci triste
Simplesmente triste
Como se o mundo fosse nada e...
Eu não sei porque estou nele
Qual é o sentido dele...!
É como se tivesse perdida, sem vida...!
Não é solidão, paixão, amor
Não existe medo
Não há pavor ou ódio
É estranho e diferente, parece urgente
E me sinto num labirinto... onde
Nem um sorriso, nem nada consegue me tirar
É um sentir-se vazio, cheio de angústia
Uma imensa tristeza...
Toda vez que escrevo, tenho um sentimento impulsivo
Como se tivesse faltando alguém... mas... eu não sei.
As lágrimas temem a descer pela face
Um soluço
Apenas por aconchego de secá-las no ombro de alguém
Que soubesse me compreender!!!
Luciana Maria Borges
SAUDADE

Saudade
Tudo que passou... marcou
Pedaços de papéis, lembranças , felicidade, amor...
Me trás a que chamo agora de saudades
Nas ruas da cidade, todo lugar me lembra algo
As flores, os jardins, as praças... enfim, tudo que fez bem
Pequenas coisas da vida, pequenos pedaços de mim
Sempre recordações...
Por mais curtas e sem sentido... trazem saudades... boas... ruins
Numa pequena rua passava
De repente parava e olhava para trás...
meus passos continuavam marcados naquele lugar por onde caminhei
Sentada em um banco qualquer, volto ao passado
E me vejo ali... no mesmo lugar
Procuro coisas que vi e gostei, com olhos curiosos
Andando na calçada desconhecida e pensando
Tudo lembra alguém
Alguém chamado você!
Com erros que tive, faço revolução em meu ser
Não me culpando por completo
Pois ser humano sou
Após me certificar do que devo fazer, acerto!
Dia-a-dia como um ser...
Um ser que sente saudades!!!!
Luciana Maria Borges
NEBLINA NA NOITE

Neblina na noite
Por favor não me peça nada
Por favor, na faça isso não!
Somos cheios de injustiças e eu não tenho compaixão
Nesta rua vazia, não passo sem barulho!
Dá medo o silêncio, silêncio vazio
E pouso o olhar nos vastos campos e asfalto
Então não me peça nada, esquece de dirigir-me a palavra por hoje
Pois hoje não poço falar, minha voz se escondeu
Como o vazio do meu coração que hoje transpareceu!!!
Luciana Maria Borges
NÃO AMEI

Não amei
Não se pode imaginar a dor da solidão
Isto só o é possível, na medida em que sente tal dor
Subestime a mim tão belo sorriso, imprudente e perpétuo
Não queria fazer-lhe chorar...
Maculo é nosso amor
Mesmo com projetos feitos, você não suportou
Agora vá, e não olhes para trás... não vale a pena!
Tudo que foi, lhe fez muito caro
Não esquecerei de ti...
Mesmo que seja uma lembrança sórdida!!!
Luciana Maria Borges
NOS DIAS DE HOJE E SEMPRE

Nos dias de hoje e sempre!
Agora eu me pergunto... Por quê?
Se todos viemos de um mesmo lugar,
A gente pensa como todos, ama, no mundo.
No entanto, sei que há ignorantes.
Por quê?
Se somos pobres, mas sentimos... amamos... mesmo sendo ignorantes.
Agora eu penso!
Ninguém é contente com nada, nem o mais rico, nem o mais religioso.
A ilusão de superioridade... é triste, porque a sociedade é triste, mesmo assim
... o homem já nasce chorando...
A que se dá o teu valor?
Há quem se dê por tão pouco, mesmo não o valendo assim!
O ódio construído e a superioridade ideológica sem escrúpulos e sem razão humilde alguma
Por que é assim?
Não é uma pergunta teórica, mesmo respondida teoricamente
È um porque sentimento... necessidade...
Tudo que parece ausente em cada ser, onde se procura algo no vazio escuro.
Somos tudo que não poderíamos ser , mas somos, pois também poderíamos...
Livre arbítrio.
Eu sei.
Até eu sou assim, e confesso: Sou triste!!!
Luciana Maria Borges
SER CONCRETIZADO

Ser concretizado
Tem nas mãos filosofia de bolso
Desacatos de outros nos olhos teus
Pensamentos de si sobre a vida
Meras concepções do acaso e da razão
Indefinidas linhas de personagem
Bem e mal discutidos
Transformados no tempo
Tem em mente idéias
Caráter rasgado peito afora
Apenas um teatro de ilusões, externo
Que faz de si
O é!
Aquilo que dizem socialmente correto
Todos gostariam de ser... dizem, mas...
Ninguém quer ser
Ninguém quer pra si
O que impacta causa paixão
E o que causa impacto?
Não são as contra-regras ditas corretas?
Então! A ousadia transborda sentimentos
Isto é ser..., eu me apaixono por isto!
E no fim, se descobre que cresceu
Aprendeu a ser aquilo que ninguém quer
Pois de regra imposta, mesmo traço
Basta a constituição formada
É a sua história
Mas não deixará de ser o que já é
Uma vez que não é mais teatro...
São razões e pensamentos construídos e concretizados!!!
Luciana Maria Borges
VÍCIO

Vício
Por que não?
É simples
sentimentos apenas são
Não há escolha
Há apenas o controle superficial deste
Com ferramentas como bloqueio
Outros braços, outros beijos, outros...
Mas que não venha a mim
O tempo engana
Sinto o palpitar forte
Fronte quente
Lábios trêmulos
Não acredito! Traí a mim.
Ou eu mesma me traí?
A força em repulsar está na certeza
Sinto isso, amo isto... mesmo
Mas não quero mais
Agora posso jogar o baralho no chão sem hesitar
Mesmo assim ainda olho para trás
Cada passo é lento enquanto perto
Na medida da distância se tornam mais largos e rápidos no caminhar.
Quer fugir... lhe vem medos...
A regra é o ciclo
Logo, esta em outra mesa com novas cartas na mão!
Mas intenso... mais profundo...
Um vício, cada pessoa...
Que nos braços quer guardar
Quem pode me culpar?
Quem posso culpar?
Sentimentos apenas são
Se vão... ou não
Com a experiência, apenas se compreende
Daí não sentir...
É outra história!!!!
Luciana Maria Borges
ANIMAL QUE SOU
Animal que souE só
Constituo um
Alguém que sentimentos trás
A ti verdades... relativas
Amanhã é outro dia
Que remédio santo
Que droga boa...
Na rede todo mundo é peixe
Nas ondas de primeira se tomba
Mesmo experiente, no distrair cai.
E só
Continuo um
Belo com azas multicor
Cada dia... cada escolha... dada brisa
Voando por sobre a cidade
A vejo... com meus olhos
Ruas, iscas, pratos... presas!
Ainda que também à seja
E só
Constituo um
Apenas, um animal pensante!!!
Luciana Maria Borges
Sábado, Junho 17, 2006
POÇO DE PICHE

Poço de piche
Clichê cultural
Ladainha da cidade... areia movediça
Suas garras tomaram-me dois laços
Estes, ainda amo imensamente.
Em uma ainda sinto alma latente... radiante
A qual usa para iluminar dois seres lindos
Na outra a vaidade tomou posse
Mas sua áurea ali permanece
Só precisa estourar como uma ferida prurida
Para depois da dor renascer
Eu, ainda diferente...
Sinto as garras me puxando, aniquilando.
Mas sou eu mesma! Como pode ser?
Sou eu que devo partir com pés no chão
Renascer em outro lugar
Ou apenas poder mostrar minha luz, tal como sou.
Sei de tudo, até mesmo onde começou
Ainda não rompi os obstáculos culturais, regionais
Eles apareceram quando eu pensava estar mais forte... e estava.
Ferpas minaram-me as forças... rainha.
Mas ainda sou a mesma em caráter e personalidade luta.
E meu renascer já estava acontecendo há muito, mas sem força necessária!
Penso que só faltava respirar pra adquiri-la, para então romper o casulo.
E este, só eu posso romper, para dar conta de voar!!!
Luciana Maria Borges
TI

Ti
Este gostaria que existisse
Este gostaria de poder amar
Mas este ainda não me veio à luz
Eu sou puro sentimento
E na voz que ecôo ao cantar... desabafo.
Deixando puro palpitar de sangue ardente
Desafio e escape
Áurea que é só minha
Gostaria de ser só razão
Mas sou tão sentimento que sonho demais
Contraditório infinitamente
Ti, ainda não existe por que não quer, não confia, não sente como eu.
Queria achar eu... homem
No entanto sei perfeitamente minhas fraquezas
Que se tornam fortalezas em seu refletir
Pois luto contra elas todo o tempo
Deixe-me...!
Quero viver alguém que queira recíproco
Não apareceu ainda em minha vida
Meu querer e minhas idéias estão maduras
Às sei perfeitamente
E na vida busco este complemento
Eu poderia ser meu próprio complemento
Mas a vida e as necessidades vão além da razão
Estou de um lado da balança
Quem estará do outro?
A felicidade está adormecida em mim
No entanto expresso-a a todos
Não por imposição, sim pelo que sou!!!
Luciana Maria Borges
Terça-feira, Junho 13, 2006
BOA NOITE VIDA

Boa noite vida
Fardo dos dias
Nestes carrego em minhas costas...
Construções do passado
Me são obrigações de vida
Roseira que oferece muito mais espinhos que flores
Flores pelas quais luto
Pelas quais vivo
A terra não está fértil
Ela necessita de meu sangue
E no esvair dele me vou
Enriquecendo-a com minhas proteínas
Tanto sacrifício apenas pelo perfume
A idéia da essência
Pelas quais suporto a vida
Corro... até não mais sentir as pernas
E ainda me vem outro ser
Por quem, por ventura, sentirei culpa em não existir
A taxa tem nome... é egoísmo!
Por isso não tenho escolha
“viva seu fardo”
“Imagine estar caminhando e plantando flores”
Flores
São as mesmas que cobrirão meu corpo no caixão
As mesmas que planto
As quais colherei na morte
Só idéias... só ilusão!!!
Luciana Maria Borges
MORTE

Morte
Ahh, morte
Venha a meu encontro
Mesmo que não seja hora
Quero dormir em paz pra não mais acordar
Simplesmente não mais existir
Venha me buscar
A opção de estar ou não vivo
Que esta escolha seja minha
Mesmo que doa
Mas que tenha seu início agora
E seu findar hoje mesmo...
Venha
Que minha liberdade esteja em não mais ser
Aqui não estar
Venha me buscar, então.
Espero-lhe agora
Antes de ter vida
Antes de ser vida
Espero-lhe a muito
Deslocada de meu eixo
Valores, só meus... ah se me dessem força!
Não tenho esse direito
Não tenho este livre arbítrio, ou tenho?
Devo ser assassina de mim?
Devo causar minha própria dor e sentir minha alma abandonar meu corpo com sentimento de culpa?
Devo ter esse direito, e mesmo depois de morta, julgada ser?
Então, venha me buscar.
Quero dormir em paz pra não mais acordar
Simplesmente não mais existir!!!
Luciana Maria Borges
Quarta-feira, Maio 31, 2006
QUERER ALÉM DE MIM
Querer além de mimTemo demonstrar meus sentimentos
E por isso padecer na cruz
Temo me deixar sentir
E crucificada ser
Mas muito disso não se domina
Muito ... vai além da razão
Quero ser livre pra me deixar amar
Talvez eu só seja livre pra pensar...
As ações se encontram presas longe
Amarram-me as pontas dos dedos
A vida, como se mostrou.
Ao longo de toda ela
Com suas demonstrações de dor
Eu também já experimentei seu corte profundo
O sabor amargo em minha boca
Fui dilacerada...
Por confiar!
Ainda faltam pedaços de mim
E no vazio de onde os mesmos foram tirados
Há o medo...!
Minhas amarras se encontram ali
Reconstitua-me
Amor, pedaço de mim que um dia... espero encontrar.
Que nada sobre, alem de um grande sorriso nos lábios
Com brilho intenso nos olhos
Com palpitar de paz e emoção no peito
Pois ali, a felicidade reside
Sou uma sonhadora!!!
Luciana Maria Borges
AMAR VOCÊ
Amar vocêQuero amar você
Como nunca amei ninguém
Me entregar
Sem temor da vida ou tempo
Que a tempestade
Os ventos e a água me cubram
Deixe-me toca-lo todo
Deixe-me beija-lo infinito
Como nunca beijei ninguém
Quero ser livre em teus braços
Imaginar e sentir que posso ser eu
E ser toda de ti em nossos momentos só nossos
Quero amor puro e singelo
Simples e profundo como pura sou
Me deixe...
Tocar teu corpo nu
Toque o meu também
Seja eu
Me deixe ser você
Sentir sua alma em sua respiração
O ar de seus pulmões que exala teu cheiro
Quero ter você em meus braços e sentir o gosto de sua saliva em minha boca
Deslizar por todo seu corpo e sorver-te
Como um doce vinho
Para que em goles melhores, seja dos que se respira antes
Depois o chacoalha na boca
Para em seguida deixar que percorra seu corpo
Sua mente!!!
Luciana Maria Borges
TEU CHEIRO

Teu cheiro
O seu cheiro ficou em meu travesseiro
E durmo ali, onde o tocou
Pra imaginar que se encontra a meu lado
Meus pensamentos...
Caminham até você
Doce lembrança
Mas será que posso lembrar?
Hoje devo esquecer tudo
Fantasia!
Isto é em minha mente
Mas teu cheiro está ali
E gosto de senti-lo
Imaginando de olhos fechados que esta ali
do meu lado...
Doce como perfume da manhã
Ao seu lado
A sua respiração do despertar
Resta a dúvida
E não posso pensar
Não posso sentir
Nada esta vivo
A não ser meu querer e lembrança
Sua pequena lembrança
Somente me lembra você
Mas não posso!
Hoje em dia...
É proibido deixar-se amar
A menos que queira... sentir dor
E isto é o que menos quero!!!
Luciana Maria Borges
Segunda-feira, Maio 29, 2006
COMPARTILHANDO SABORES

Compartilhando sabores
Gosto de ouvir o que os outros dizem
Gosto de respeitar o que dizem
Tudo é sabedoria
Podem não se encaixar em minha filosofia
Simples ou profundos
Complexos ou simples
Ganha-se mais em razão do viver
Se deixares-te mergulhar em volta/em si
Há muitas razões pra dissabores
Prefiro sorver o perfume das flores
Sentir o orvalho das manhãs
Captar a poeira laranja do entardecer
Como tu
Como eu
Que muitas coisas belas tem
Trás e leva, como mar
Tudo porque somos sociedade
Tudo somos cultura, costumes
Tudo regras
Tudo porque somos indivíduo
Tudo somos cultura e costumes
Fazemos regras
Pra nós mesmos
Elas? Lhe cabem bem/me cabem bem
Sempre caíram/cairão
Na medida de seu/meu sentimento!!!
Luciana Maria Borges
Quinta-feira, Maio 04, 2006
MALUCO DA ILHA DO MEL

Maluco da ilha do mel
Entrei na minha cozinha e vi uma barata
Eu olhei pra ela e ela olhou pra mim
Ao invés de pudim, ofereci pra ela um braw
Ela disse: Não mano
Eu já tô legal
Só, pode crê, que eu tô legal
Na noite de Natal
Peguei os meus presentes
E fui pra esquina esperar Papai Noel
Quando ele chegou
Eu ofereci pra ele um Braw
Papai Noel disse: Não mano
Eu já tô legal!
Só, pode crê, que eu tô legal
Autoria: Maluco da ilha do mel
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
INTENSO

IntensoO silêncio é a palavra no pensamento
E também a ação
É um intervalo que precisa tomar mais tempo
O silêncio é o risco e o enfrentamento
E também sucessão
É um poder que precisa exercer mais vezes
Principalmente em você
Tão intenso
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
É PRECISO CORAGEM E AGIR

É preciso coragem e agir
Os olhos fazem o lugar
e boca allheia
Um suspiro a dor do homem
A estrada que consome
Nessa estrada...
Corpo some...
Esse homi
Esse homi
O pai nosso que estais no céu
Organiza a nossa luta
Venha transformar o mundo
Estamos atrasados
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
CONHEÇA
ConheçaA arte, a música, a vida flora
Como um beijo de bandido
O toque, a boca, o beijo
Agora
Vivo um mundo desconhecido
Grite, escute, deseje, seje
Algo bem maior que seu umbigo
Sinta, pegue, leve
Interprete experimente
Experimente
Experimente
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
PÉ NA BUNDA
Pé na bundaHoje você, vestiu-se pra guerra
Suicida pra determinar...
Hoje você fez o retorno, e isso foi forte
Mas deixou a pior parte pra mim porque?
Mas deixou a pior parte pra mim porque?
Eu amanheço contigo cara
Eu sou sorriso quando me aborreço
Eu te amo
Se é pra gente ficar junto
Não pode me destruir...
Porque amor eu sinto e não sei
Mas sozinha
Me dou muito bem!
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
TRANQUILIDADE
TranquilidadeAí cumpadi
A colheito foi boa
Foi bão pro meu fio
É ano de chuva
Chuva boa
Se você pensa
que é sempre assim
Não vê o todo
Não vê o socorro
que se pede depois
Aí cumpadi
Não teve lavora
Mas estou na luta
Os fio precisa come
Não teve recurso
Ói , pro cê vê!
Se você pensa
Que é sempre triste
Tem liberdade
Tem algo mais grande
Que vira saudade
Vira eternidade
Histórica
Ohh, cumpadi, até mais ver!!
Autoria: Luciana Maria Borges
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
RUDEZA
RudezaO sopro gelado
Palavras tão bruscas
Os olhos cerdados
Paredes escuras
Corpo fechado
Mitos e medo
Grite como se estivesse em silêncio
Livres como se estivéssemos em silêncio
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
MILITÂNCIA
MilitânciaSolte as flores
Limpe as mãos
E siga
Deixe o mundo... passar contigo
Acenda a vela
O fogo do outro e... venha
Abracem-se no caminho
Na mão do outro vivo o conflito
Na mão do outro vivo o confronto
Na mão do outro sinto o descanso o conforto
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
CULTURA E SOCIEDADE
Cultura e sociedadeNão importa o que as pessoas
Falam sobre nós
Sei que nada eu posso
Perante esse julgamento
É cultura e sociedade
Ando em movimento
Eu não sei o que eles são
Nem o que desejam
Quero ser somente eu
E no final apenas nós
E no final apenas nós
E no final apenas nós
Quantos olhares descriminam
Quantos choram
Quantos estão felizes
É foda... Ah ah aha aha
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
CANÇÃO PRA NINAR ZÉ
Canção pra ninar ZéDeixa eu fazer uma música contigo
A partitura eu pinto no seu corpo em tela
O arco-íris da bandeira são idéias
Amarradas no seu braço esquerdo
Deixa eu experimentar outra cor
AAAAAhhhhhhhhhh! Deixa Zé.
Deixa eu experimentar outra cor
Só um tom Zé...
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
FEMININA
FemininaTeu olhar
Sinônimo de dúvida
Teu sorriso
Boca seca aflita
Teu cantar
Voz de suave rouca
Teu querer forte
De emoção vivida
Teu buscar que é incerto, simples, sempre
Teu querer que é justo e nu
Tudo é puro, mudo e fundo
Tudo é sonho em movimento brusco
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
CAFÔFO
CafôfoBem vindo meu amor
Essa é nossa casa
Com tantas marcas e lembranças
São a nossa cara
O meu quarto, a minha cama
Suas fotos, seu sorriso
No quintal o sol e a chuva
E a lua vem surgindo
Para iluminar a alma!
Autoria: Rodrigo Fratti
Paulo Rogério
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
CONTRADIÇÕES
ContradiçõesContradições existem para aquele como eu...
Incapazes de conhecer somente um lado da história
Os dias passam e a cada momento o meu corpo refaz conceitos
Em minhas memórias.... lá... lá lá… lá lá.. lá lá lá lá lá lá lá
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
CORPO
CorpoMeu corpo não tem nexo
Meu corpo são os sexos
Meu corpo é toda hora
Meu corpo me devora
Minha boca, minha língua
Meu labor, minha saliva
Meu coração nasceu no meu peito
Deixa eu ter coração
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS
PRA DIZER QUE NÃO MUDEI!
Pra dizer que não mudei!Freqüento o mesmo buteco
Pra praia faz tempo não vô
Ás vezes assisto novela
Me vejo no jornal nacional
Mas eu sei, que tudo vai ter fim!
No espelho continuo o mesmo
Na casa igual também tô
Trabalhando piorei um dedo
Perdi mais dois três no amor
Mas eu sei, que tudo vai ter fim!
Autoria: Rodrigo Fratti
Arranjo: MARIA E SEUS MALUCOS